Festival encerrou com clássico e premiou novas produções

Publicação: 2018-06-12 00:00:00 | Comentários: 0
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O Solar Bela Vista teve um domingo  concorrido por ocasião do encerramento da nona edição do Festival Goiamum Audiovisual. O público chegou mais cedo ao centro cultural para acompanhar o “Seminário Boi de Prata - 40 anos pensando o Brasil a partir do Sertão do RN”, um bate-papo que analisou o filme do Augusto Ribeiro Júnior, rodado no Sertão de Caicó entre 1978 e 79 e sua importância para o cinema brasileiro. O filme é considerado um marco na regionalização da produção cinematográfica brasileira — foi o primeiro projeto financiado através da Embrafilme fora do eixo Rio-SP. A conversa reuniu a historiadora Flávia Assaf, cuja pesquisa sobre o "Boi de Prata" resultou em livro e deu forma ao seminário; o diretor Augusto Luís e a estudante de cinema Raquel Tié, parente do diretor seridoense.

Exibição de “Boi de Prata” no jardim do Solar Bela Vista atraiu cinéfilos e curiosos sobre a obra
Exibição de “Boi de Prata” no jardim do Solar Bela Vista atraiu cinéfilos e curiosos sobre a obra

Foram debatidas a representação do sertão potiguar na história, a estética cinema-novista de Augusto Ribeiro e outras nuances da obra. Também revelou novos detalhes e curiosidades da produção, como a feitura dos figurinos, a escolha de locação e revelou como foi possível tingir de prateado um boi de verdade. Na plateia, pessoas que participaram do filme e da equipe, como o maquiador Amaro Lima, além do filho de Augusto Ribeiro Júnior, Stacy Perski, que veio especialmente do México para a homenagem.

A revisita ao marco do cinema potiguar contou ainda com lançamento de livro e exibição do longa potiguar, nos jardins do Solar.

No encerramento, foi anunciado o resultado do Curta Goiamum — Mostra Competitiva Nacional e Estadual.

“No fim de Tudo”, do diretor potiguar Victor Ciriaco, com participação do ator Silvero Pereira, conquistou o prêmio da mostra estadual de Melhor Filme pelo Júri Oficial. O curta-metragem mostra a relação entre Josy e sua mãe. Durante toda sua vida, a jovem trans lutou pela aceitação de sua mãe, a única pessoa que lhe importava. A doença, as longas tardes e os delírios trazem à tona um estreitamento de laços que tardou a acontecer.

Victor Ciríaco: Melhor Filme
Victor Ciríaco: Melhor Filme

Na categoria Júri Popular, o Melhor Filme foi "Verde Limão", de Henrique Arruda, que levou ainda o Primeiro Prêmio Especial do Júri — uma nova categoria inserida nesta esdição. Premiação dupla para o filme “Estamos Todos Aqui”, de Rafael Mellim, Chico Santos. A produção levou os prêmios de Melhor filme pelo Júri Oficial da Mostra Nacional e Melhor Filme pelo Júri Popular.

Houve ainda prêmios especiais em diferentes categorias. Dos filmes nacionais: Performance Como Ator (Manuel do Norte em "A Retirada Para Um Coração Bruto"); Prêmio Especial Destaque Criativo ("O Casulo e a Borboleta", de Thiago Furtado); Prêmio Especial Linguagem ("Torre", de Nádia Mangolini) e Menções Honrosas ("Em Busca de Lelia", de Beatriz Vieirah; e "Elã", de Lucio Branco).

Da mostra potiguar, também receberam o ; Segundo Prêmio Especial do Júri ("Em Torno do Sol", de Júlio Castro e Vlamir Cruz); Terceiro Prêmio Especial do Júri ("Nada Foi Em Vão", de Sihan Félix).

E ainda foram avaliados filmes com temáticas sociais: Prêmio Olhar Social ("O Som do Morro", de Diana Coelho e Helio Ronyvon); Prêmio Sementes do Amanhã ("A Casa do Doido Alexandre", de Geraldo Cavalcanti) ; Prêmio Filme Para Reflexão ("Catarro", de Paulo Dumaresk e "Vida Vaza", de Carito Cavalcanti).


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