Festival Goiamum abre 9ª edição em clima de retomada e com discussão sobre acessibilidade

Publicação: 2018-06-07 14:25:00 | Comentários: 0
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Na abertura da 9ª edição do Goiamum Audiovisual, a plateia pôde assistir a uma das produções de uma forma diferente. Na verdade, o público presente teve a oportunidade de 'assistir' um filme com venda nos olhos e audiodescrição, com o objetivo de abordar a acessibilidade para além dos debates - oferecendo ao público geralmente excluído da agenda cultural, mostras acessíveis com audiodescrição, linguagem de libras e catálogo em braile, uma vez que a discussão faz parte da iniciativa do festival. A abertura aconteceu nos jardins do Solar Bela Vista, na Ribeira, e teve um clima de retomada e atraiu um público diverso.

No primeiro dia do festival, público assistiu a filme com venda nos olhos e audiodescrição
No primeiro dia do festival, público assistiu a filme com venda nos olhos e audiodescrição

Logo após a abertura, o público foi surpreendido com a distribuição de faixas para vendar os olhos. O objetivo era integrar todos os convidados na intervenção “De Olhos Bem Fechados”, uma experiência de acessibilidade no qual cada pessoa assistiria ao filme sem vê-lo propriamente, experimentando a riqueza da audiodescrição e a imaginação. O Curta “Menina da Chuva”, da prestigiada diretora carioca Rosária Moreira, conta uma história de uma menina que observa preconceitos diversos e normatizações, usando as muitas cores para tratar da história em detalhes.

Também foi noite de estreia do curta-metragem “Arredia e Tão Só”, um documentário poético do diretor Augusto Luís. O filme é uma realização da Amarela Produções e marcou o retorno do diretor ao cinema autoral, após 25 anos. Com recursos do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FIC – 2015), “Arredia e Tão Só” revelou uma outra praia da Redinha, de memórias passadas e além da memória, com participação de antigos moradores e textos de poetas e escritores. Para o professor João da Mata Costa, o curta levou a tel uma Redinha não convencional, “solitária e nostálgica, arredia e só. Emocionante filme sobre o antigo balneário de Natal, com vistas magnificas de cima e tem o seu ponto forte no depoimento de antigos moradores que vieram de outras localidades do elefante para morar na paradisíaca praia.”

O festival segue até o próximo sábado (10), em Natal-RN, e a realização é uma parceria da Casa de Produção e ONG Olhares, tendo a consultoria do produtor William Hinestrosa. O Goiamum Audiovisual 2018 é viabilizado com recursos da Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura-Governo Federal, através de edital para festivais de cinema e conta com a parceria da Fiern/Sesi. Para acompanhar a programação, inclusive com recursos acessíveis, basta visitar o www.festivalgoiamum.com

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