FGV: Confiança da Construção fica estável em abril ante março em 82,5 pontos

Publicação: 2019-04-26 08:57:00 | Comentários: 0
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A confiança da construção ficou estável em abril ante março no nível de 82,5 pontos, informou nesta sexta-feira, 26, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou pelo segundo mês consecutivo, ao cair 1,0 ponto em abril.

Construção
Confiança na Construção fica estável em abril ante março em 82,5 pontos, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

A coordenadora de projetos de construção do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), Ana Maria Castelo, afirma que o pessimismo com os negócios está aumentando entre os empresários do setor. "A percepção dominante entre os empresários é de que a atividade se mantém no mesmo patamar de um ano atrás. Enfim, a sondagem de abril reforça a percepção de que o setor não está conseguindo deslanchar como se esperava, refletindo um cenário bastante incerto para o investimento em 2019", diz.

Em abril, a FGV explicou que a estabilidade foi garantida pela melhora da situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1 ponto no mês, para 73,0 pontos, retornando ao nível de outubro de 2018. O desempenho melhor foi influenciado pelo grau de satisfação com a situação atual dos negócios, que avançou 2 pontos, para 75,6 pontos.

O Índice de Expectativas (IE), por sua vez, caiu 1,1 ponto, passando para 92,4 pontos, refletindo o menor otimismo com a situação dos negócios para os próximos seis meses, que teve redução de 3 pontos atingindo 92,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) avançou 0,9 ponto porcentual, para 66,2%. Tanto o Nuci para Máquinas e Equipamentos quanto o Nuci para Mão de Obra também subiram 0,3 e 1 ponto porcentual, respectivamente.

Crédito
A FGV destaca que houve uma pequena melhora no acesso ao crédito em abril, mas que o indicador permanece bem abaixo da série histórica. O quadro mais grave, completa, é no segmento de edificações residenciais, no qual houve queda do indicador e onde quase 50% dos empresários reportaram dificuldade de acesso ao crédito.

"Desde o ano passado, a oferta de crédito habitacional para as pessoas físicas voltou a se expandir, no entanto permanece difícil para as empresas. Vale notar que esse é o segundo principal fator limitativo à melhoria dos negócios das empresas do segmento, ficando atrás apenas das dificuldades com a falta de demanda", observou Ana Maria Castelo.

Estadão Conteúdo




















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