Filho de Donald Trump critica liberação de protestos na NFL: 'Futebol está morto'

Publicação: 2020-09-09 14:11:00
O filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou de forma contundente nesta quarta-feira a principal liga de futebol americano do país, a NFL. Eric Trump atacou nas redes sociais e disse adeus ao campeonato após a decisão dos organizadores de permitirem protestos dos jogadores contra o racismo e a violência policial. A liga terá início nesta quinta com o jogo entre Kansas City Chiefs e Houston Texans.

Créditos: Reprodução/TwitterEric Trump, filho do atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump, criticou as manifestações na NFL, liga de futebol americanoEric Trump, filho do atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump, criticou as manifestações na NFL, liga de futebol americano


"O futebol está oficialmente morto - é muito para o 'esporte da América.' Adeus, NFL. Eu estou fora", escreveu Eric Trump, que tem 36 anos e é empresário. A postagem dele no Twitter estava acompanhada de um link de uma reportagem que revelava a autorização dada a jogadores do Dallas Cowboys de protestar durante a execução do hino do país antes das partidas.

O esporte dos Estados Unidos vive um momento agitado neste ano com uma série de protestos na NFL, assim como na NBA e no beisebol (MLB). A série de jogos adiados e os atletas com posições políticas contundentes têm como motivos principais dois episódios de violência policial cometidos no país contra homens negros. O primeiro foi a morte de George Floyd, em maio, e depois, em agosto, os sete tiros disparados contra Jacob Blake.

A NFL tem um forte histórico de posições políticas, especialmente marcado em 2016 por Colin Kaepernick. Em um jogo de pré-temporada, ele se ajoelhou e se recusou a cantar o hino americano. A medida ganhou a adesão de outros atletas, mas foi combatida por Donald Trump. Kaepernick, por sua vez, perdeu espaço na modalidade e alega não ter sido contratado por outras equipes como retaliação à sua postura.

Porém, neste ano tanto a NFL como outras ligas não têm se oposto à forte comoção social existente nos Estados Unidos. "Eu espero que os fãs entendam que nossos jogadores têm questões nas quais eles precisam ajudar", disse o dono do Dallas Cowboys, Jerry Jones, que anteriormente era contrário às manifestações.



Estadão Conteúdo