Final

Publicação: 2019-04-24 00:00:00 | Comentários: 0
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Itamar Ciríaco/ itamar@tribunadonorte.com.br

Costumo dizer que não existe métrica capaz de medir a paixão pelo futebol, mas que um centímetro pode definir a conquista de um título. O centímetro que faltou para a bola entrar, ou para o pé do atacante alcançar, ou para o bandeira assinalar aquele impedimento, etc. É muita coisa em jogo e tão pouco espaço para erros. Ou seja, além do acerto buscado a cada segundo, o erro centimétrico também pode fazer a diferença para alcançar o troféu após ao apito final do árbitro. Aliás daí também pode vir o erro, a polêmica a discussão.

Final 1
Diante de tantas nuances e  possibilidades, os profissionais que entram em campo hoje, às 21h30, na Arena das Dunas, quando América e ABC disputam o título do Campeonato Potiguar 2019, ainda precisam se preocupar com tática, posicionamento seu e do rival, tempo, desgaste físico, condição psicológica, entre outras coisas.

Final 2
Ou seja. Não é fácil o caminho até a taça. Afinal, esse processo se repetiu por 17 outras partidas, mais ou menos decisivas, mas que levaram Alvinegros e Alvirrubros à Arena hoje. Dito isso, reafirmo ao torcedor dos dois clubes. O futebol é mais do que podemos ver, é uma máquina complexa e que, ao fim do jogo, premia um lado, mas que não desmerece, em nada, o lado que descerá ao túnel e irá para casa menos feliz. São trabalhadores como todos nós, que têm sonhos, tristezas, alegrias e que merecem nosso respeito. Vencedores, ou vencidos.

Mudança
Para o próximo ano os campeonatos estaduais de todo o País e, claro, o nosso, precisará ser alterado. Por determinação da Confederação Brasileira de Futebol – CBF, as competições que tinham até 18 datas para serem disputadas passam a ter apenas 16 datas possíveis. Ou seja, o Campeonato Potiguar terá que mudar o regulamento para 2020. Este ano, devido ao acréscimo das decisões nos finais do turno, a competição passou a ter 18 datas. Ou seja, muito provavelmente, a Federação Norte-rio-grandense de Futebol – FNF terá que voltar àquele regulamento anterior, sem finais do turno, com os campeões da Copa Cidade do Natal e da Copa RN sendo definidos pelos pontos corridos, sem a necessidade do jogo entre primeiro e segundo colocados com vantagem de empate e mando de campo do líder (regulamento atual).

Mudança 1
Essa alteração, caso venha a ser confirmada, gera um problema para a FNF. As transmissões dos dois jogos da final deste ano entre ABC e América eram tidas como possíveis sinalizações para um contrato de todo o certame em 2020. No entanto, todos sabemos que as cerejas do bolo, para qualquer emissora que transmite, qualquer torneio, são as decisões. Caso o regulamento precise ser alterado, a disputa de 2020 perderia duas finais (1º e 2º turno), diminuindo a tendência de uma audiência maior ao final e reduzindo a atratividade comercial da competição. É mais um desafio que precisará ser vencido para a temporada vindoura.

Sucesso
Segundo o jornalista e empresário Alan Oliveira, o negócio envolvendo a transmissão ao vivo da final do Campeonato Estadual pela TV aberta já pode ser considerado um sucesso. Ele citou a captação de recursos dos clubes junto a empresas patrocinadoras e prometeu para hoje revelar um patrocínio extra importante para o caixa das agremiações. Além disso, Oliveira apontou que as expectativas para o próximo ano são as melhores possíveis.

Sucesso 1
A venda de ingressos recorde e a subida em quase 50% da média de público também foi citada por Alan Oliveira em uma análise sobre o Campeonato Estadual deste ano, que termina hoje. Segundo o responsável pelo marketing da Federação Norte-rio-grandense de Futebol – FNF, é a melhor média de público nos últimos 11 anos levando em consideração ainda as parciais de venda de ingressos da decisão (os números finais serão fechados após a formalização do público do jogo de hoje). “Para o ano que vem vamos poder apresentar aos possíveis parceiros um campeonato que aponta para o crescimento de público e que terá uma TV aberta. Isso é fundamental”, comentou.

Foco na escolha
Opinião pacificada entre os técnicos Tite (Seleção Brasileira), Jorge Sampaoli (Santos) e Fernando Diniz (Fluminense), no que diz respeito a questão do vai e vem de técnicos no futebol do País. Para eles, e aí incluo minha humilde concordância, o problema está no dirigente, na hora da escolha do profissional que vai trabalhar com o clube. Segundo os três profissionais, que falaram durante um evento promovido pela CBF, no Rio de Janeiro, os cartolas precisam focar no momento da contratação, avaliar o treinador, sua carreira, o momento atual, filosofia de trabalho e observar se isso se adequa ao clube. Uma escolha abalizada diminui o risco de uma troca precipitada. Essa seria a teoria.

Foco na escolha 1
Escrevo isso porque hoje, aqui no Rio Grande do Norte, ABC ou América podem seguir exemplos de Vasco da Gama e outros que demitiram seus treinadores simplesmente por terem perdido as finais de seus respectivos campeonatos estaduais. Afinal, seria muito estranho falar que mudanças estavam nos planos.  Afinal, o ABC, por exemplo, estreia no Brasileiro três dias depois dessa decisão e o América terá 10 dias para se preparar.






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