Natal
Fiocruz aponta estabilidade de síndrome respiratória no RN
Publicado: 00:00:00 - 25/09/2021 Atualizado: 23:04:34 - 24/09/2021
Em novo levantamento divulgado nesta sexta-feira, 24, a Fiocruz apontou que a tendência dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Rio Grande do Norte, e em Natal, é de estabilidade. Segundo dados do Boletim InfoGripe, apenas três Estados apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo, que considera seis semanas: Espírito Santo, Piauí e Rondônia. Na maioria dos estados do país, o número tende a cair.

Divulgação
Pesquisadores da Fiocruz avaliam o impacto da vacinação na tendência de queda de síndrome respiratória em todo o país

Pesquisadores da Fiocruz avaliam o impacto da vacinação na tendência de queda de síndrome respiratória em todo o país


Segundo dados laboratoriais, 99% dos casos de SRAG têm tido identificação positiva para o coronavírus. Assim, a tendência de queda apontada para o longo prazo é uma sinalização promissora em tempos de pandemia. Especialistas apontam que o principal motivo para a melhora na situação sanitária é o avanço da vacinação. No RN, a porcentagem de pessoas com as duas doses, ou a dose única, ultrapassou o patamar dos 50% esta semana.

De acordo com o boletim, os Estados do Amapá, Amazonas, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Tocantins apontam para aumento de casos na tendência de curto prazo, que leva em conta as três últimas semanas do período analisado.

Em contrapartida, 12 Estados do País apresentam sinal de queda na tendência de longo prazo. Segundo a Fiocruz, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe apresentaram melhora nos números.

O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, ressalta que embora ainda não seja possível garantir “que o pior já passou”, ou sequer estabelecer com precisão o que levou a essa situação excepcional, o cenário atual é positivo. Entre as justificativas que poderiam explicar o porquê dessa diferença, ou seja, da variante Delta não ter avançado no país, cita a proximidade em relação aos picos recentes, e extremamente elevados em março e maio, o que fez com que o número de pessoas recentemente expostas e que ainda possuem algum nível de imunidade tenha sido relativamente alto. 

Além disso, ele observa que a própria concomitância com o avanço gradual da vacinação, que foi inclusive acelerada nos últimos meses, impediu o avanço da nova variante. “Embora a cobertura de segunda dose ainda esteja distante do patamar considerado ideal para proteção coletiva”, afirma.

Leia também

Plantão de Notícias

Baixe Grátis o App Tribuna do Norte

Jornal Impresso

Edição do dia:
Edição do Dia - Jornal Tribuna do Norte