Fique por dentro das principais Doenças do Quadril

Publicação: 2016-02-14 00:00:00 | Comentários: 0
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O quadril consiste na articulação que liga a coxa à bacia. O encaixe da cabeça do fêmur com o osso da pelve deve ser exato, caso contrário, qualquer tipo de deformidade ou imperfeição viabilizará o surgimento de patologias na articulação do quadril. O fêmur é o osso mais longo e pesado do nosso corpo e a cabeça femoral deve ser esférica para que o encaixe com a bacia seja perfeito.
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Seja por traumas no esporte ou por quedas, por exemplo, o quadril pode ser acometido por lesões que, normalmente, causam dores na região glútea, lombar ou da virilha. Joelhos e pernas também podem ser afetados, mas independentemente, das regiões acometidas pelos sintomas, a causa deve ser investigada para que o tratamento adequado possa ser aplicado. Confira as principais doenças do quadril

ARTROSE

A artrose consiste em uma doença degenerativa crônica. A cartilagem sofre desgaste excessivo e, geralmente, não gera dor inicial. O espaço articular sofre redução e os movimentos ficam mais limitados. Em muitos casos, o indivíduo com artrose começa a mancar, sendo uma doença mais comum após os 60 anos de idade, o que não significa dizer que pacientes de qualquer faixa etária não possam ser afetados.

SÍNDROME DO PIRIFORME

O músculo piriforme está localizado na região profunda da nádega e é responsável pela rotação externa da coxa. A síndrome surge em decorrência de uma compressão do nervo ciático, que passa por dentro do músculo piriforme e inflama pelo aumento de tensão ou presença de espasmos no músculo. Os sintomas incluem dores nas nádegas (região profunda) e queimação, podendo irradiar para as pernas. Mulheres que têm por objetivo a hipertrofia do glúteo ou praticantes de exercícios físicos como futebol ou corrida, por exemplo, estão suscetíveis ao aparecimento da síndrome.


ANQUILOSE DO QUADRIL

Trata-se de uma patologia, normalmente, secundária a outras doenças e representa a ausência de movimento da articulação do quadril.

– ARTRITE REUMATOIDE

Essa patologia, geralmente, atinge as articulações das mãos e dos pés, mas também pode afetar os quadris. Consiste em uma inflamação crônica que ocasiona dor, redução do arco de movimento e inchaço local, podendo afetar, além das articulações, outros órgãos do corpo. Trata-se de uma doença autoimune, o próprio sistema imunológico acaba atacando por engano os tecidos saudáveis do corpo. A principal causa da doença é a tendência genética.

– BURSITE DO QUADRIL

A bursite surge como consequência de uma inflamação das bursas trocantéricas, localizadas no quadril. Estas bursas atuam de modo a facilitar o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. O principal sintoma é a dor no quadril que dificulta a realização de atividades físicas e até na hora de dormir.

SÍNDROME DO IMPACTO FEMORO-ACETABULAR

Surge em decorrência de alterações morfológicas da cabeça do fêmur ou do acetábulo, causando entre ambos. Para um quadril saudável, o normal é que a cabeça femoral não entre em atrito com a borda do acetábulo durante a execução de exercícios ou a realização de movimentos rotineiros.

EPIFISIÓLISE

É uma patologia, comumente, confundida com dores musculares e ósseas, sendo caracterizada pelo escorregamento da cabeça femoral na bacia. As causas não são totalmente conhecidas e os principais sintomas incluem dor na virilha, podendo irradiar para a face interna da coxa até o joelho e mobilidade do quadril dificultada.

DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL

Em decorrência de alterações no quadril em crescimento, a cabeça do fêmur pode ficar descentralizada no acetábulo, sendo mais frequente em pessoas do sexo feminino. A doença é caracterizada, principalmente, pela diferença perceptível entre os membros e pela dor nos joelhos ou na coluna lombar, ao invés de incidir no próprio quadril.

PUBALGIA

A região do púbis pode ser considerada o centro de gravidade do nosso corpo e a pubalgia consiste na tendinite dos adutores do quadril ou dos abdominais, sendo que todos os músculos e tendões afetados têm a inserção no osso púbico. O principal sintoma é a presença de dor abdominal e na virilha e afeta, principalmente, pessoas do gênero masculino e jogadores de futebol, por exemplo, em virtude do estresse provocado no osso púbico. O indivíduo com pubalgia tem suas atividades esportivas limitadas e, muitas vezes, suspensas por períodos prolongados. Mais informações no www.itcvertebral.com.br.

DOR NO QUADRIL PODE SER AINDA LESÃO DO LABRUM ACETABULAR

O quadril é uma articulação que pode sofrer lesões por sobrecarga ou traumáticas, causando dor e limitação dos movimentos. Uma dos problemas que atinge o quadril é o lesão de labrum acetabular.

O labrum é caracterizado por uma estrutura fibrocartilaginosa que reveste o acetábulo e tem como finalidade manter a pressão intra-articular auxiliando a distribuição do líquido sinovial.

Entretanto, quando há uma lesão do labrum causada por traumatismo  ocorre um derrame articular com inflamação e liberação de substâncias químicas podendo causar danos a cartilagem articular e dor na região.

Frouxidão capsular, hipermobilidade, displasia do quadril e degeneração articular também estão entre as causas.

Os sintomas são dor na articulação do quadril, na região inguinal (virilha) e na face interna da coxa podendo até irradiar para os joelhos.  É importante não ignorar a dor, pois muitas vezes a lesão do labrum no quadril é confundida com lesão extra-articular como músculos e tendões. Por isto, ao notar qualquer dor ou desconforto é recomendado procurar um especialista. O diagnóstico é feito com exames como testes irritativos do labrum, ressonância nuclear magnética e radiográficas para verificar a presença de impacto femoroacetabular.

O tratamento é conservador e deve contar com sessões de fisioterapia. Inicialmente as sessões podem aliviar a dor e a inflamação com recursos de eletrotermofoterapia, terapia manual, correção biomecânica com fortalecimento muscular e treino sensório-motor. Caso o paciente não apresente uma evolução com a fisioterapia o médico pode recorrer à artroscopia. . Mais informações no www.itcvertebral.com.br.

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