Flórida inicia votação antecipada

Publicação: 2020-10-20 00:00:00
A votação antecipada começou ontem, na Flórida, o mais populoso dos Estados decisivos nas eleições dos Estados Unidos e onde Donald Trump e Joe Biden travam uma disputa acirrada.  A duas semanas dias das eleições de 3 de novembro, o presidente republicano visitou o Arizona, outro Estado altamente cobiçado, numa verdadeira maratona de comícios que começou uma semana depois de garantir que estava "curado" da covid-19.

Créditos: LYNNE SLADKY/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOEleitores esperam na fila, debaixo de chuva, do lado de fora de um centro de votação na Flórida, um dos estados decisivos para as eleiçõesEleitores esperam na fila, debaixo de chuva, do lado de fora de um centro de votação na Flórida, um dos estados decisivos para as eleições

Seu rival democrata não teve compromisso na agenda e, segundo a imprensa, ele dedicou o dia à preparação do debate de quinta-feira com Trump, que será o último. Já Kamala Harris, companheira de chapa de Biden, faz campanha na Flórida, depois de quatro dias parada em função de caso de coronavírus entre sua equipe.

Pela manhã, muitos eleitores com máscaras fizeram fila em frente à prefeitura de Miami Beach. "Faz quatro anos que estou esperando para votar", comemorou Jackeline Maurice, uma eleitora democrata de 40 anos, tirando selfies com um adesivo "Votei".

A votação antecipada é observada com especial atenção este ano porque, no contexto de pandemia, tem batido recordes nos Estados onde já começou. 

Mais de 28 milhões de americanos em todo o país já votaram pelo correio ou pessoalmente. Esse montante pode representar quase um quinto do comparecimento total, de acordo com a organização independente Elections Project.

Os democratas fazem campanha para uma votação em massa antes de 3 de novembro como medida de precaução diante da pandemia de coronavírus.

Em contrapartida, o campo de Trump denuncia, sem apresentar provas, que os democratas buscam "fraudar" os resultados e promete que seus eleitores irão em massa às urnas em 3 de novembro para desmentir as pesquisas que apontam para a derrota do seu candidato.

Batalhões de advogados
Trump está ficando para trás em todas as pesquisas nacionais e na maioria dos Estados considerados decisivos para chegar à Casa Branca. 
Ciente de que não pode perder na Flórida, onde venceu de forma apertada em 2016, Trump multiplicou suas ações por lá e encurtou a vantagem de Biden em duas pesquisas realizadas por institutos considerados mais favoráveis aos republicanos.

Biden não avançou mais de 1,4 ponto em média contra 4,5 de duas semanas atrás.

Mas Biden, que devido à pandemia optou por uma campanha em ritmo moderado e sem grandes comícios, também visitou a Flórida três vezes para cortejar principalmente os aposentados: um eleitorado importante que em 2016 apoiou Trump, mas que agora parece mudar de posição. Devido à proximidade da disputa, grande parte da atenção na noite da votação provavelmente estará voltada para a Flórida que tem 14 milhões de cidadãos elegíveis para votar. 

Quem vencer nesse estado terá 29 votos no Colégio Eleitoral, um número considerado fundamental entre os 270 necessários para se chegar à Casa Branca, segundo o sistema de eleição indireta dos Estados Unidos. Nas eleições presidenciais de 2000, a batalha pela Flórida entre o democrata Al Gore e o republicano George W. Bush foi definida em favor deste último por apenas centenas de votos e após uma longa batalha judicial e muitas recontagens.

Segundo o jornal Miami Herald, os dois candidatos já enviaram seus batalhões de advogados para o caso de a eleição ser mais uma vez tão disputada e crucial para o resultado nacional.







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