Flávio Rocha acredita que março será último mês com restrições à circulação de pessoas no país

Publicação: 2021-03-08 09:47:00
O empresário Flávio Rocha está otimista com relação à recuperação econômica do país neste ano. Foi o que o presidente do Grupo Guararapes falou na manhã desta segunda-feira (8), em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal. Segundo Rocha, a expectativa é que março seja o último mês com restrições de circulação de pessoas no país.
Créditos: Divulgaçãoflávio Rocha, presidente do Grupo Guarapresflávio Rocha, presidente do Grupo Guarapres

Durante a entrevista, Flávio Rocha ressaltou a importância da cautela na aprovação das medidas de amparo à sociedade por parte do Congresso Nacional, de modo que não ocorra gasto público acima do teto e, assim, o país fique em uma situação de "perde-perde". "Não podemos fazer com que as pressões externas levem a uma gastança desordenada. A principal reforma que precisamos é a do Estado, que é fazer com que o dinheiro público chegue à população. O auxílio-emergencial cumpriu um papel importante na pandemia sem romper o teto e os gastos públicos. A principal ameaça, que não se concretizou, graças à lucidez dos congressistas, seria retirar do teto os volumes de gastos do Bolsa Família e do auxílio", disse o empresário.

Demonstrando otimismo para a economia, o empresário atribuiu o posicionamento ao anúncio da chegada de milhões de doses de vacinas até o fim do mês, onde o Brasil poderá ter 40 milhões de imunizantes distribuídos para a população. Para ele, com a vacinação e aumento no número de pessoas imunizadas, deverá haver queda vertiginosa em internações e mortes, como ocorre em países que estão à frente no processo. Por isso, a recuperação econômica, no entendimento do empresário, poderá ser acelerada.

"Temos que olhar o copo meio cheio. Tivemos um segundo semestre com o maior crescimento da história do PIB e os 4% de queda não deixam de ser um bom resultado em comparação às previsões, que eram de até 10% de queda. Março vai ser um ponto de inflexão com relação à vacinação. Estão previstas 40 milhões de doses. Somados às pessoas que já são imunizadas, vamos ter realmente uma queda vertiginosa em internações e mortes", disse o empresário.

No entendimento do empresário, é importante que o Poder Público faça o controle dos locais onde há alto fluxo de contaminação de pessoas e que, segundo ele, não é o caso do comércio varejista formal. Assim, para Flávio Rocha, março poderá ter uma modificação importante no rumo do país.

"O objetivo do nosso movimento (Todos Pela Vacina) é chegar a setembro com toda a população adulta imunizada. Acho que as coisas começam a mudar, economia reagir, novembro e dezembro sinalizaram isso. Março está sendo mais difícil, mas espero que seja o último mês de lockdown e restrições severas. O Brasil precisa voltar a trabalhar seguindo os protocolos. A taxa de contaminação no varejo formal é absolutamente baixa. O que precisamos conter são os pontos onde há as contaminação", disse o empresário.

Veja entrevista completa aqui: