Flávio Rocha critica tributação sobre consumo e volta a defender microimposto

Publicação: 2019-10-15 08:19:00 | Comentários: 0
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O fundador do movimento Brasil 200 e presidente do Grupo Riachuelo, Flávio Rocha, voltou a discutir as propostas de Reforma Tributária. Durante participação no Fórum Band News, em São Paulo, o empresário explicou os motivos pelos quais acredita que a proposta de microimposto sobre a circulação de riqueza é mais viável para o país e criticou a tributação sobre o consumo, que, para ele, é o imposto mais sonegável que existe.
Flávio Rocha
Flávio Rocha participou de debate e criticou tributação sobre patrimônio, renda e consumo

Dividindo a mesa de discussão com parlamentares e autoridades no assunto, Flávio Rocha defendeu medidas para se evitar a sonegação e, assim, fazer com que não existam "dois 'Brasis': os dos que pagam e os de quem sonega impostos". No entendimento do empresário, a proposta de se tributar a circulação da riqueza seria a mais igualitária e difícil de se sonegar, fugindo da proposta padrão que tributa patrimônio, renda e consumo.

"Na época dos senhores feudais e até anos 80, eram mercadorias visíveis, mas essa realidade mudou. Precisamos sair desse pensamento de se mudar nomes de impostos e pensar fora da caixa. Temos que sair do mundo do átomo para o mundo do bit", defendeu o empresário.

Flávio Rocha defendeu que a tributação sobre as mercadorias, além de mais caras para o Poder Público, são mais facilmente sonegáveis, o que contribui para a informalidade. Porém, para Rocha, a circulação financeira é facilmente rastreável e, consequentemente, tributável. As instituições financeiras já dispõem desses dados. "É possível se saber exatamente quanto foi gasto pela Band no estoque de café para a empresa, por exemplo", defendeu. Além disso, Rocha disse que dados apontam que a circulação de riqueza representa até sete PIBs, dependendo da projeção.

"O BIS (Bank for International Settlements) aponta uma circulação de um quatrilhão e meio, que seria tributáveis com o microimposto de 0,2%. Além disso, uma tributação insonegável, que não faria com que 60% do país pagasse imposto de 40% não", defendeu o empresário.

No entendimento de Flávio Rocha, o microimposto trará mais recursos ao país, distribuindo de maneira igualitária a carga tributária. "Não é justo que um anel de brilhantes tenha 12% de impostos e o trabalhador, do interior de Rondônia, pague 35% de impostos na conta de luz", justificou, dando como exemplo a arrecadação com a taxação sobre circulação da riqueza. "Dessa camisa que eu estou usando, o algodão passou por 12 pessoas até chegar à máquina que faz o fio, que passou por mais nove, e isso tudo seria tributável, seria imposto sem sonegação e esgotar o bolso da população", defendeu.

A Reforma Tributária segue em discussão no Congresso Nacional e é considerada uma das prioridades do Governo Federal.

Confira participação de Flávio Rocha no debate.



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