Flávio Rocha diz que sistema tributário brasileiro tem "alicerce podre"

Publicação: 2019-09-20 08:03:00 | Comentários: 0
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O empresário Flávio Rocha voltou a defender a mudança na forma de tributação no país. Para o empresário, que é presidente do Grupo Riachuelo, as antigas formas de tributação, com impostos incidindo sobre renda, consumo e patrimônio, estão no que chamou de "alicerce podre". Para ele, é preciso se "pensar fora da caixa" e mudar a forma de se cobrar impostos, tributando a movimentação financeira.
Flávio Rocha, presidente das Lojas Riachuelo, integrou comitiva que se reuniu com Paulo Guedes
Flávio Rocha, presidente das Lojas Riachuelo

Em entrevista à Istoé Dinheiro, Flávio Rocha voltou a defender mudanças na proposta de Reforma Tributária que está em discussão no Congresso Nacional. O empresário argumenta que o imposto de 0,1% sobre todas as movimentações financeiras, além de pesar menos sobre a população, é mais difícil de sonegar e até desencoraja possíveis tentativas de burlar as normas tributárias.

"A tentação de sonegar é proporcional ao tamanho da alíquota. Hoje existe a imensa tentação de vender sem nota e essa tentação iria aumentar muito com o aumento brutal do imposto sobre o consumo, que em alguns casos chegaria a 1.000%. Quando você vê 0,1% de alíquota, qualquer alternativa de sonegação custa muito mais caro", defendeu o empresário.

Pela proposta já defendida por Flávio Rocha, o imposto sobre as movimentações substituiria todos os impostos arrecadatórios, mas, segundo ele, há impostos que têm utilidade política e econômica, como o de importação e exportação. Além disso, também explicou que há pessoas que defendem que o Imposto de Renda deva existir porque é um imposto redistributivo, "apesar do microimposto (o defendido por ele) ser muito mais progressivo do que o Imposto de Valor Agregado (IVA), que é fortemente regressivo". Ele também citou os impostos seletivos, sobre bebidas e cigarros e outros produtos que o Governo queira desestimular o consumo, e o IPTU, que também permaneceria.

"A alíquota de 0,1% seria o suficiente para arrecadar R$ 1,5 trilhão. O restante viria dos outros impostos", explicou Flávio Rocha.

Na opinião de Flávio Rocha, com o imposto único, o Brasil sairia do "pior sistema tributário do mundo para o melhor, pela disrupção tecnológica, pela automação do processo". Para o empresário, se o IVA fosse solução, "já seríamos primeiro mundo porque fomos o primeiro a implementá-lo". "Então, por que recorrer a essa base que se desintegra para ser o mestre da Reforma Tributária?", questionou o empresário.


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