Flin pavimenta convite para autores consagrados

Publicação: 2017-06-29 00:00:00 | Comentários: 0
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O Festival Literário de Natal já está consolidado entre os eventos literários mais importantes do Brasil. A impressão é do jornalista, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, Zuenir Ventura, que será um dos homenageados da Flin 2017. Ele já participou de edições anteriores do festival e é uma espécie de consultor informal do evento junto com o também jornalista Woden Madruga. “Zuenir é um dos grandes incentivadores do evento desde que se chamava Encontro Natalense de Escritores, tendo colaborado conosco tanto na definição de mesas como nos contatos com escritores de renome nacional e, se hoje podemos dizer que o Flin está consolidado, muito se deve a esse apoio de Zuenir, pelo seu relacionamento”, afirma o prefeito Carlos Eduardo, que esteve na última terça-feira (27) com o escritor já para tratar do Flin 2017 que acontece na segunda quinzena de novembro, dentro da programação do Natal em Natal.

 Já ficou acertada também que a mesa em homenagem a Zuenir Ventura será composta pelos jornalistas Edney Silvestre (também escritor, vencedor do prêmio Jabuti e apresentador do programa Globonews Literatura), e Mauro Ventura, da editora Objetiva e colunista do jornal O Globo.
Homenageado do Flin, Zuenir Ventura deve compor mesa com Edney Silvestre
Homenageado do Flin, Zuenir Ventura deve compor mesa com Edney Silvestre

Carlos Eduardo viajou ao Rio de Janeiro e a São Paulo ao lado dos secretários municipais de Cultura, Dácio Galvão, e de Comunicação Social, Heverton de Freitas, para fechar alguns contatos e ter as primeiras definições sobre nomes de participantes e temas de mesas que serão compostas no Flin. “Esses contatos apontam para uma unidade temática que vai transitar entre a memória e a ficção, considerando que as narrativas que serão abordadas no festival terão o foco no legado de Ariano Suassuna, de Henfil e para o momento lítero-criativo de Ruy Castro”, revela Dácio.  

Além do encontro com Zuenir Ventura, também foram mantidos contatos com o jornalista e escritor Ruy Castro, que irá participar junto com a escritora Heloísa Seixas de uma mesa sobre a diferença entre biografia e memória, e também deverá fazer parte em outro dia de uma conferência sobre o processo criativo da crônica.

Ruy Castro é biógrafo de personagens como Garrincha, Carmem Miranda e Nelson Rodrigues, três grandes sucessos no mercado editorial, mas também é cronista na Folha de São Paulo e atualmente escreve um livro sobre o Rio de Janeiro dos anos 20 nos diversos aspectos da vida da cidade. Além disso, está participando de um projeto para o Canal Brasil em que serão exibidos 10 programas produzidos tendo como base o livro dele “A Noite do Meu Bem”, com histórias sobre o Samba Canção, e outra série de programas para a rádio MEC em que são tratados temas sobre a Bossa Nova, tema do livro “A Onda que Se Ergueu no Mar”.

O Festival Literário de Natal também tem um diálogo com outras manifestações artísticas, em especial a música. Este ano, o multiartista Antonio Nóbrega irá fazer uma aula-espetáculo com o nome de “Recital para Ariano”, que este ano completaria 90 anos.  

Outros convidados confirmados para debater sobre Henfil são os cartunistas Jaguar, Chico Caruso e Nani, todos com relação profissional e pessoal com Henfil, que durante alguns anos morou em Natal e foi grande amigo do jornalista Woden Madruga.

Para o prefeito Carlos Eduardo, o Festival Literário de Natal é o grande momento da efervescência cultural da cidade e se consolidou como polo de difusão do livro e da leitura na cidade, a partir da ampliação da sua programação para além das mesas e debates. “O Flin transforma a cidade na capital cultural do Brasil, abre espaço para editores e livreiros e movimenta a economia criativa da cidade com o incentivo à leitura, que sempre foi e ainda será a melhor forma de apreensão e compreensão do que acontece no mundo”, diz ele.

O jornalista Woden Madruga classifica o Flin como o acontecimento cultural mais importante da cidade. “É a oportunidade da cidade conviver durante alguns dias com alguns dos escritores mais importantes do país, possibilitando uma troca de experiências importante, e a participação de alunos da rede escolar abre o caminho para que as crianças e os jovens possam conhecer escritores do Rio Grande do Norte e de outros Estados, com nomes de destaque na literatura brasileira, justamente no momento em que estão tomando contato com a leitura”, aponta o jornalista. 

O Flin
Desde 2013, o Festival Literário de Natal apresenta todos os anos os melhores debates sobre literatura, livros e leitura do Rio Grande do Norte. O Flin substituiu o Encontro Natalense de Escritores, criado em 2005 pela Prefeitura tendo como pano de fundo o histórico bairro da Ribeira. “O Flin tem uma concepção diferente do ENE, mais abrangente ao abrir espaço para os livreiros e sebistas de Natal, ao mesmo tempo em que envolve parceiros do terceiro setor e de instituições privadas como Sesc em ações de formação de leitores”, destaca Dácio Galvão, secretário municipal de Cultura.
Antônio Nóbrega vai apresentar o Recital para Ariano
Antônio Nóbrega vai apresentar o Recital para Ariano

Pelos palcos do Flin, já passaram escritores dos mais variados gêneros literários e de origens diversas, como Luís Fernando Veríssimo, Carlos Heitor Cony, Villas Boas Correa, Zuenir Ventura, Milton Hatoun, Mário Magalhães, Nelson Motta, Eduardo Jardim, Heloísa Buarque de Holanda, Ivan Junqueira, José Eduardo Agualusa, Tatiana Salem Levy e Moacir Scliar, Affonso Romano de Sant'Anna, Mary del Priore, Eucanaã Ferraz, Rubens Figueiredo, sempre debatendo com autores locais numa possibilidade de propagar vivências entre a literatura e as diversas artes e ofícios que com ela dialogam, como teatro, cinema, jornalismo e ciência.

Além disso, o Flin oferece uma programação lítero-musical que vem se consolidando nas últimas edições, com a participação de autores que também enveredam pelo campo da MPB. Foi assim com a participação dos irmãos António Cícero e Marina Lima, do multiartista Jorge Mautner, dos tropicalistas Caetano Veloso e Gilberto Gil, que se apresentaram separadamente em anos diferentes, da poetisa e cantora Adriana Calcanhoto e do ex-Titã Arnaldo Antunes, só pra citar alguns exemplos. “O festival tem um tema que serve como fio condutor, mas mantém características próprias como a diversidade, a informalidade e o intimismo”, pontua Dácio Galvão.

Cada edição presta homenagem a um autor e tem a parceria fundamental da Academia Norte-rio-grandense de Letras, através da qual também conta com a participação de acadêmicos da ABL, que se juntam aos autores, possibilitando um diálogo entre gerações, outra característica do Flin.

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