FNF pede política de incentivos

Publicação: 2018-10-11 00:00:00 | Comentários: 0
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O país em crise e com um momento de indefinição e troca de governo, vem gerando instabilidade no campo financeiro e dificultando aos clubes e a Federação Norte-riograndense de Futebol (FNF) a buscarem patrocínio. O acordo firmado com as Loterias da Caixa, dentro do atual cenário, se transformou numa verdadeira incógnita e devido a questão, a comunidade do futebol pretende assinar com os candidatos ao governo do RN, Carlos Eduardo (PDT) e Fátima Bezerra (PT) um termo de compromisso com o esporte potiguar.

Presidente da FNF, José Vanildo, prometeu a direigentes dos clubes levar proposta a candidatos
Presidente da FNF, José Vanildo, prometeu a direigentes dos clubes levar proposta a candidatos

A ideia é exigir do novo governante potiguar a execução uma política do Esporte, para que as incertezas não voltem a tomar conta de atletas e dirigentes. A intenção é que se tome como base as leis de incentivos já praticadas em estados como Ceará, Paraíba, Piauí, Maranhão, Pernambuco e Alagoas.

“Não apenas o futebol, mas o esporte do RN como um todo está vivendo um período de grande falta de investimentos. As empresas locais não patrocinam o futebol da terra, os atletas de outras modalidades quase não têm incentivos, tanto que muitas vezes eles são obrigados a fazer campanhas em sinais de trânsito para amealhar trocados com a população, viajar e representar o Estado nas competições nacionais de esporte amador. Não queremos uma lei específica para ajudar e despejar recursos no futebol, estamos cobrando apenas que seja definitivamente adotada uma política de esporte no RN, que se encontra atrasado em relação aos demais estados da região”, afirmou o presidente da FNF, José Vanildo.

O presidente da Federação Norte-riograndense de Futebol destacou que o cenário é preocupante para 2019, a própria FNF que com ações de marketing vem conseguindo alguns apoios importantes para bancar os custos das competições de futebol, corre o risco de ficar sem verbas para assumir algumas das principais despesas do Campeonato Potiguar.

“Com a incerteza em relação ao novo governo está tudo parado. Ninguém sabe qual será a nova postura do presidente eleito e as negociações de patrocínio com qualquer órgão ou entidade financeira federal, estão paralisadas. Até a competição desse ano eu poderia bater na mesa e dizer que banco a realização do Estadual, mas a partir do próximo ano, isso pode não ser possível. Não sei como poderá ser o futuro do nosso futebol com essa escassez financeira que atinge de forma severa a federação e aos clubes”, ressaltou Vanildo.

Alan Oliveira, responsável pela conta do marketing da FNF, afirmou que na Paraíba, onde a Lei de Incentivo despejou em torno de R$ 3 milhões apenas na atual temporada no futebol, que a manutenção desse incetivo fez parte do programa de governo de João Azevedo (PSB), eleito no primeiro turno.

Em Alagoas, segundo Alan Oliveira, o sucesso é tanto que o incentivo ao esporte também despeja um bom volume financeiro no esporte, atendendo toda cadeia relacionada ao futebol, patrocinando, inclusive, a emissora de televisão que transmite o Campeonato Alagoano.

Na última reunião com os dirigentes dos clubes do RN, José Vanildo prometeu levar os dois candidatos ao governo do estado para assumir esse compromisso, ante a comunidade esportiva, mas através de um projeto que reúna menos burocracia que uma lei existente hoje no Rio Grande do Norte, mas que devido a toda burocracia exigida, caducou e não tem como ser colocada em prática.

“Quando eu fui eleito, tentei enquadrar a FNF nessa lei para receber os incetivos, mas a tarefa era humanamente impossível. Os documentos exigidos para se enviar a Receita Federal eram tantos, que acabei desistindo dessa tarefa. Nós queremos uma legislação moderna, que facilite a fiscalização das entidades responsáveis e que, ao mesmo tempo, diminua a burocracia para aquele que desejar desfrutar do benefício”, frisou o presidente da FNF.

O dirigente disse que as ações pontuais realizadas pelas autoridades, não servem mais e não resolvem o problema que os esportistas estão vivendo. José Vanildo reforça a necessidade de se criar uma lei de incentivo permanente e que isso se transforme numa política boa para todos.

“Queremos que haja o compromisso do esporte passar a ser objeto de uma ação permanente de governo, não que continue sendo uma prática de ações pontuais. O esporte deve ser visto como um instrumento de desenvolvimento social, como veículo de divulgação de destinos turísticos. Disse e volto a repetir, ações pontuais não resolverão os nossos problemas e de nenhuma outra atividade esportiva, as ações devem ser contínuas, permanentes e efetivas nesse seguimento”, ressaltou José Vanildo.




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