Focus BC projeta inflação oficial de 2,65% para 2020

Publicação: 2020-10-20 00:00:00
Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2020. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA neste ano foi de alta de 2,47% para 2,65%. Há um mês, estava em 1,99%. A projeção para o índice em 2021 seguiu em 3,02%. Há quatro semanas, estava em 3,01%.
Créditos: Taba Benedito/Estadão ConteúdoEm agosto, cesta dos 35 produtos mais vendidos registrou alta de 1,83%. O arroz aumentou 8,21%Em agosto, cesta dos 35 produtos mais vendidos registrou alta de 1,83%. O arroz aumentou 8,21%
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,50% e 3,25%, nesta ordem.

A projeção dos economistas para a inflação já está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).

Em 9 de outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação de setembro foi de 0,64%. Em 12 meses, a taxa acumulada está em 3,14%.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 2,77% para 2,82%. Para 2021, a estimativa do Top 5 seguiu em 3,17%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 2,05% e 3,20%, respectivamente.

No caso de 2022, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 3,50%, ante 3,48% de um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 seguiu em 3,38%, ante 3,50% de quatro semanas antes.

Últimos 5 dias úteis
A projeção mediana para o IPCA de 2020 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis foi de 2,64% para 2,76%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 79 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 2,01%.

No caso de 2021, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis foi de 3,08% para 3,10%. Há um mês, estava em 3,00%. A atualização no Focus foi feita por 78 instituições.

Preços administrados
O Relatório Focus indicou alteração na projeção para os preços administrados em 2020. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador este ano foi de alta de 0,92% para 0,96%. Para 2021, a mediana passou de alta de 3,91% para 3,90%. Há um mês, o mercado projetava aumentos de 0,90% e de 3,84% para os preços administrados em 2020 e 2021, respectivamente, aponta estudo.

Supermercados: vendas acumulam alta de 3,94%
Até agosto, os supermercados brasileiros acumularam crescimento real (deflacionado pelo IPCA/IBGE) de 3,94% na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), apurado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da entidade, divulgado nesta quinta-feira (15). No mês, a alta foi de 2,56% em relação a julho, e de 4,44% na comparação com agosto do ano anterior.

“Como continuamos funcionando durante a pandemia, por sermos atividade essencial, os nossos resultados têm se mantido próximos da projeção da divulgada no início do ano, de 3,9% de crescimento para 2020. O pagamento do auxílio emergencial e outros programas de estímulo do governo federal ajudaram a evitar uma queda mais abrupta da economia. As restrições mais brandas em muitas localidades do Brasil, devido ao controle da disseminação da covid-19, tem impulsionado a volta gradual do consumo”, destaca o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto.

Em agosto, o *Abrasmercado (cesta dos 35 produtos mais vendidos nos supermercados) registrou alta de 1,83% na comparação com julho, passando de R$ 542,91 para R$ 552,84. Já na comparação com agosto de 2019 o valor da cesta apresentou crescimento de 16,48%. As maiores altas foram registradas nos produtos: óleo de soja, 14,16%, tomate, 13,82%, queijo muçarela, 8,84%, pernil, 8,65%, arroz, 8,21%.

As maiores quedas nos preços foram verificadas nos itens: cebola, -28,01%, batata -16,54%, feijão, -4,81%, ovo, -4,42%, e farinha de mandioca, -3,71%.




















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