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Economia
Fonte solar supera 1 TW no mundo; Brasil lidera na América Latina
Publicado: 00:01:00 - 19/05/2022 Atualizado: 23:16:25 - 18/05/2022
Rio (AE) - A energia solar está assumindo cada vez mais protagonismo no mundo e o Brasil, hoje líder em energia solar na América Latina, deve se tornar um dos principais mercados globais nos próximos anos, podendo atingir 54 gigawatts (GW) de capacidade solar total até 2026. É o que informa o "Global Market Outlook for Solar Power 2022-2026", estudo internacional lançado na Alemanha na semana passada durante a Intersolar Europe, maior feira europeia do setor.

O estudo teve coautoria da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), e mostra que a fonte acaba de ultrapassar a marca histórica de 1 terawatt (TW) de potência instalada no mundo.

O relatório anual aponta que, apesar dos impactos sem precedentes causados pela pandemia de covid-19 no globo a capacidade instalada solar dobrou nos últimos três anos.

"A projeção é de que a fonte solar fotovoltaica continuará acelerando seu crescimento, ultrapassando a marca de 2 TW em menos de quatro anos, o que representará o dobro da capacidade de geração de eletricidade da França e da Alemanha somadas", afirma o estudo.

De acordo com o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, o Brasil foi um dos mercados líderes do mundo na instalação de novos sistemas solares em 2021, tendo adicionado 5,7 gigawatts (GW) ao longo do ano, considerando a soma das grandes usinas fotovoltaicas com os sistemas de geração própria de energia solar em telhados, fachadas e pequenos terrenos (geração distribuída).

"Atualmente, a fonte solar é a quinta maior da matriz elétrica brasileira, com 15,3 GW de capacidade instalada em operação. Desde 2012, o setor solar trouxe ao País mais de R$ 82,1 bilhões de investimentos e mais de 459 mil novos empregos acumulados, além de ter evitado a emissão de 22 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade", informa Sauaia.

As usinas solares de grande porte, afirma a Absolar, geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas fósseis emergenciais ou a energia elétrica importada de países vizinhos em 2021, duas das principais responsáveis pelo aumento tarifário sobre os consumidores nos últimos meses.

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