Força federal deixa 1.000 militares de prontidão

Publicação: 2018-01-14 00:00:00 | Comentários: 0
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O general Ridauto Lúcio Fernandes, comandante da Força Guararapes que conduziu as atividades da Operação Potiguar III entre os dias 29 de dezembro e 12 de janeiro em Natal, Região Metropolitana e Mossoró, encerrou a mobilização dos 2,8 mil militares e agentes de segurança na manhã de ontem durante solenidade no 16° Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército Brasileiro. "Restabelecemos as condições de ordem pública e de segurança. Consideramos a missão cumprida", afirmou o oficial para a tropa formada por efetivos das Forças Armadas e da Força Nacional.

Maior parte das tropas voltou aos estados de origem. Contingente de prontidão é formado por militares que servem em quartéis locais
Maior parte das tropas voltou aos estados de origem. Contingente de prontidão é formado por militares que servem em quartéis locais

Ridauto informou que parte do contingente ficará de prontidão para atender um outros eventual chamado de urgência. "Esperamos que isso não aconteça, mas de qualquer forma iremos manter cerca de mil militares de sobreaviso, nível intermediário de prontidão, de forma que em 2 ou 3 horas temos como mobilizar praticamente a integralidade das tropas", disse o comandante.

Aproximadamente um terço da tropa mobilizada reside em Natal. “Caso seja necessário, ainda podemos contar com efetivo de batalhões da Paraíba, em João Pessoa, Bayeux e Campina Grande. A Operação cessou, mas continuaremos de prontidão”. Uma nova operação depende de determinação da Presidência da República.

No balanço das atividades apresentado por Fernandes, a Operação Potiguar III realizou ao longo de 15 dias mais de 14 mil ações de segurança entre patrulhamento à pé e/ou motorizado, bloqueios e pontos fixos de policiamento; 1.080 ocorrências foram atendidas; 44 pessoas detidas; 14 apreensões de armas; 4 apreensões de drogas; e 69 carros recuperados. Os atendimentos de emergências registrados pelo Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) aumentaram 382% no período. 

"Estamos satisfeitos com o cumprimento da missão, uma operação conjunta, inter-agências e integradora. Entregamos à Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesed) um entorno estável e em segurança. A segurança é uma sensação, por isso nossa proximidade com a população. Acredito que conseguimos traduzir nossas ações nessa sensação que a sociedade almejava", informou o comandante, acrescentando que todas as informações e imagens aéreas colhidas durante as operações serão “100% disponibilizadas para a Sesed, órgão com o qual temos um ótimo relacionamento e intercâmbio”.

A Operação Potiguar III utilizou dois helicópteros no apoio aéreo de dois helicópteros, sendo que um deles possui equipamento de captação de imagens aéreas – incluindo imagens noturnas.

De acordo com a assessoria de imprensa da Operação Potiguar III, foi realizada uma pesquisa de opinião com cerca de 5 mil pessoas que moram na Região Metropolitana de Natal, e o resultado demonstrou que 89% dos entrevistados disseram estar satisfeitos e 88% se sentiram seguros com a presença dos militares nas ruas.

Morte em Mossoró

Sobre a morte do 1° Tenente Júlio César Ribeiro Feitosa Soares, do 23° Batalhão de Caçadores sediado em Fortaleza-CE, o general Ridauto Fernandes informou que as investigações ainda estão em curso “e o que se sabe é que não houve relação da morte com as operações”. Foi instaurado inquérito policial militar, e o resultado será anunciado em até 40 dias.

O militar  foi encontrado morto na manhã do dia 1º de janeiro, em Mossoró, dentro do alojamento montado para os militares no ginásio Pedro Ciarlini. A causa da morte ainda não foi divulgada. Na ocasião, o Exército confirmou que o militar atuava na operação e foi encontrado morto. Como o oficial estava em serviço quando faleceu, as investigações estão sendo conduzidas pela própria Organização Militar a que pertencia o Tenente.

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