Força-tarefa afirma que decisão "foi dissonante"

Publicação: 2019-11-08 00:00:00 | Comentários: 0
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São Paulo (AE) - Integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba divulgaram nota em que afirmam que respeitam a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acabar com a execução da pena em segunda instância, votada nesta quinta-feira, 7, mas que a medida é dissonante ao sentimento de "repúdio à impunidade e com o combate à corrupção".

"A decisão do Supremo deve ser respeitada, mas como todo ato judicial pode ser objeto de debate e discussão. Para além dos sólidos argumentos expostos pelos cinco ministros vencidos na tese, a decisão de reversão da possibilidade de prisão em segunda instância está em dissonância com o sentimento de repúdio à impunidade e com o combate à corrupção, prioridades do País", informa a força-tarefa, em nota distribuída via assessoria de imprensa.

"A existência de quatro instâncias de julgamento, peculiar ao Brasil, associada ao número excessivo de recursos que chegam a superar uma centena em alguns casos criminais, resulta em demora e prescrição, acarretando impunidade."

Segundo a nota, eles reconhecem que a decisão do STF "impactará os resultados" do trabalho da força-tarefa - que consegui abrir mais de 100 processos penais em seis anos de Lava Jato - e afirmam que seguirão o trabalho. "A força-tarefa expressa seu compromisso de seguir buscando justiça nos casos em que atua."

A decisão do STF de mudar o entendimento sobre execução provisória da pena em segunda instância era mais uma derrota anunciada para integrantes das forças-tarefa da Lava Jato, que internamente acusam golpe organizado da classe política em busca de salvação.

Em reservado, investigadores afirmaram que vão respeitar a decisão, mas entendem que a medida é um retrocesso grave para o combate à corrupção e à impunidade de criminosos do colarinho branco no Brasil.





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