Fortaleza: Corpo de Bombeiros confirmam três mortos em desabamento

Publicação: 2019-10-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Fortaleza (AE) - Um dia após o desabamento do Edifício Andréa, em um bairro nobre de Fortaleza, parentes de desaparecidos viviam com apreensão a busca por parentes sob os escombros. Já os resgatados relatavam momentos de horror desde a queda do prédio. ontem, o Corpo de Bombeiros do Ceará confirmou três mortos na tragédia. Outras sete pessoas continuavam desaparecidas. Sete foram resgatados com vida no dia do desabamento, mas não houve localização de feridos até as 21 horas.

O edifício Andréa, de sete andares, estava localizado no Dionísio Torres, bairro nobre da capital do Ceará, e desabou por volta de 10h15
O edifício Andréa, de sete andares, estava localizado no Dionísio Torres, bairro nobre da capital do Ceará

"Após o acidente, meu pai apagou, mas não sabe por quanto tempo. Quando ele acordou, viu um rapaz pedindo ajuda e se engasgando com o próprio sangue", contou Nazareno Gomes, filho de Gilson Gomes, de 53 anos, resgatado anteontem dos escombros do prédio. "Ele pediu ao rapaz para ter calma, que pediria ajuda. Eu falei com meu pai ontem e ele me disse: ‘Meu filho, eu vi uma pessoa morrer na minha frente e eu não quero isso para ninguém’".

O jovem de quem Gilson falava é Frederick Santana dos Santos, a primeira vítima localizada pelos bombeiros. O vendedor, de 30 anos, estava em um mercado vizinho.

Na manhã de ontem, mais um corpo foi encontrado. Segundo os bombeiros, a vítima é uma mulher e o local onde está o corpo é de difícil acesso. A corporação informou que não poderia usar máquinas pesadas e, por isso, não conseguia resgatar o corpo, soterrado sob lajes.

Mais tarde, os bombeiros localizaram e retiraram dos escombros o corpo de Izaura Marques Menezes, de 81 anos, a terceira vítima da tragédia. Amiga de Izaura, a professora Ana Célia, de 64 anos, disse que a idosa era ativa e participava de um clube de leitura. "Izaura era uma pessoa muito dinâmica e ativa. Era ela quem realizava as reuniões e dinâmicas do grupo. Ela tinha a gente como uma família", contou Ana Célia.

Izaura morava em um apartamento no quinto andar com o marido, Vicente Menezes, de 86 anos. Além deles, a filha Rosane Menezes, de 55, estava no prédio. Rosane e Vicente continuam desaparecidos. O corretor de imóveis Rômulo Marques, de 54 anos, sobrinho de Vicente, acompanhava os trabalhos de resgate ontem. "Esperança, esperança, esperança", repetia. "Eles não respondem a estímulos da equipe de resgate, mas seguimos com esperança. Enquanto tivermos possibilidade de encontrar, vamos seguir", disse Marques, que estava com 14 parentes no local. Todos passaram a madrugada rezando. As buscas devem continuar pelos próximos cinco dias.





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