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Fotos: confira resumo da rebelião no presídio de Alcaçuz
Publicado: 16:15:00 - 15/01/2017 Atualizado: 09:28:04 - 27/05/2020

Rebelião começou por volta das 16h30 do sábado, quando detentos do pavilhão 5 pertencentes ao PCC invadiram pavilhão 4, onde estão membros do Sindicato do Crime. Foi quando teve início a carnificina.

Movimentação de familiares de detentos na área externa do presídio foi intensa em busca de informações sobre a rebelião. À essa altura, já estavam confirmadas mortes dentro da unidade.

Com o passar das horas, clima foi ficando mais tenso na área externa devido à cobrança por ação da Polícia Militar. Policiais cercavam unidade, que estava sem luz e de onde se ouviam diversos disparos de armas de fogo e gritos.

Familiares de presos protestaram e chegaram a tentar incendiar um sofá, antes de entrarem em confronto com a Polícia Militar, que utilizou armas não letais para conter o grupo.

No fim da noite do sábado, mulheres dos detentos imploraram para que os policiais militares adentrassem o presídio para terminar a rebelião, o que não foi atendido. A energia voltou ao presídio e a PM, junto aos agentes, aguardavam o dia amanhecer para iniciar o controle da rebelião.

O dia começou com a Força Nacional cercando o presídio de Alcaçuz, que estava rodeado por familiares dos detentos que buscavam informações sobre a rebelião dentro da unidade.

Mulheres de detentos de facções entraram em confronto e Polícia precisou intervir para acabar com confusão. Havia mulheres armadas com facas e que feriram umas às outras.

O dia amanheceu com vários detentos nos telhados dos pavilhões momentos antes da entrada da Polícia e do grupo de agentes penitenciários.

Carros blindados foram levados à unidade para colaborar com entrada no presídio.

Após 14 horas de rebelião, a Polícia adentrou o presídio e controlou a unidade, pondo fim à carnificina protagonizada por presos que pertencem a facções criminosas.

Após cobrarem a entrada da PM na unidade, familiares dos detentos fizeram oração na área externa momentos antes do início da triagem na unidade, que já estava sob controle do Estado.

Enquanto equipes atuavam para controlar situação no presídio, cúpula da Segurança seguia em prontidão no GGI, onde colhiam as informações e definiam os próximos passos após rebelião.

Aguardando chegada dos corpos, Itep montou estrutura para receber familiares que buscam a identificação. Equipes extras foram convocadas para realizar o trabalho.

Com unidade controlada, policiais e agentes fizeram a triagem e contagem dos presos, além de apoio para trabalho de investigação da Polícia Civil, recolhimento dos corpos por parte do Itep e socorro médico aos feridos.

Samu e Corpo de Bombeiros realizaram a retirada de presos para o atendimento médico. Ao todo, 18 ficaram feridos, dos quais 10 precisaram deixar o presídio para hospitais.

Detentos feridos foram levados para hospital Walfredo Gurgel. Alguns chegaram caminhando, enquanto outros em situação mais grave entraram em macas. Dos detentos atendidos, nenhum corria risco de morte.

Cúpula da Segurança se pronunciou oficialmente após o fim da rebelião, informando que todas as vítimas eram presidiários. Grupo de delegados foi designado para investigar a chacina, que tem relação com disputa entre facções. Sejuc vai apurar circunstâncias da rebelião e se houve falha, negligência ou facilitação por parte de servidores.

Secretário Wallber Virgolino disse que os presos desativaram os bloqueadores de sinal de celular cortando fios.

Presidente Michel Temer disse que acompanhava situação no RN e garantiu auxílio ao estado.
Primeiros números sobre mortes começam a ser confirmados após triagem. Mais de 30 corpos já haviam sido encontrados, conforme disse delegado Otacílio de Medeiros.

Caminhão frigorífico alugado pelo Itep para acondicionar corpos de detentos mortos em Alcaçuz chegou durante a tarde à unidade. Equipamento será utilizado para manter os cadáveres enquanto é realizada necrópsia e reconhecimento.

No fim da tarde, Itep finaliza perícia e recolhimento de corpos em Alcaçuz e Governo confirma número de mortos: 26.

Valdir Julião

Corpos das vítimas chegam ao Itep e são guardados em caminhão frigorífico. Não há lista oficial dos mortos e perícia só vai ser iniciada nesta segunda-feira (16).

Margareth Grilo/TN

Integrantes do Gabinete de Gestão Integrada da Segurança pública do RN dão entrevista à imprensa e fecham os números do massacre: dois corpos carbonizados e 24 decapitados. Não há lista das vítimas. Segurança de Alcaçuz é frágil e segurança está reforçada.

Pela manhã da segunda-feira, no entanto, os detentos retomaram o controle de Alcaçuz. Agentes e policiais cercaram a unidade.

Detentos foram para cima dos pavilhões e cobram transferência de membros de facção que iniciaram rebelião. Clima voltou a ficar tenso.


Veja vídeo da última entrevista concedida domingo (15)!




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