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Negócios e Finanças
Freio de arrumação?
Publicado: 00:00:00 - 03/12/2021 Atualizado: 22:43:34 - 02/12/2021
Luiz antônio felipe 
laf@tribunadonorte.com.br

A atividade econômica do País desacelerou no trimestre - de julho a setembro - e o PIB registrou queda de 0,1%. Em relação a igual período de 2020, a economia do país registrou crescimento de 4%, mostram os dados do IBGE. A queda do PIB coloca o Brasil na 26ª posição em ranking de 33 países. Foram os fatores climáticos que levaram à queda, afirmam analistas. Com o recuo, o Brasil entra em recessão técnica, termo que indica dois trimestres seguidos de retração na atividade econômica. O setor de transportes cresceu 13,1% do 3º trimestre ante 3º tri de 2020.  A agropecuária teve queda de 8%, a reação vem desde outubro, com as vendas de máquinas agrícolas subindo 16,5% ante setembro.  

CONSUMO 
Pela ótica da demanda, o motor da economia no terceiro trimestre foi o consumo das famílias com uma alta de 0,9% sobre o trimestre anterior. Quem preservou a renda teve pouco ou nada afetada pela crise e a simples reabertura de negócios levou a um aumento do consumo. Na pobreza brasileira, os idosos são 71% da renda de casa.

INVESTIMENTO
O PIB negativo tem justificativa também no Indicador Ipea que registrou recuo de 0,8% nos investimentos no mês de setembro. O recuo de 0,1% no terceiro trimestre teve como destaque positivo o desempenho da construção civil, com alta de 5,9%. Em relação aos mesmos períodos de 2020, em setembro verificou-se expansão de 13,8% e, no terceiro trimestre, houve crescimento de 18,8%.

VOTAÇÃO
O Senado aprova a PEC dos precatórios, que voltará à Câmara dos Deputados, por conta das alterações. As finanças não podem ficar desarrumadas, para o mercado não tirar proveito disso, como já aconteceu ontem. A PEC dos Precatórios não é calote, coloca essas despesas embaixo do teto, defende o Ministro da Economia, Paulo Guedes e garante o auxílio de R$ 400,00.

COTAÇÕES 
O preço do barril de petróleo teve alta logo pela manhã e encerrou o dia a US$ 67,09, uma leve alta. O preço pode cair nas refinarias. A Bolsa fecha em alta +3,36% a 104.255 pontos. O dólar recuou para R$ 5,657 (-0,21%) e o euro a R$ 6,392, queda leve de -0,38%.

INDÚSTRIA X FORNECIMENTO 
O impacto da desarrumação das cadeias globais de abastecimento é muito grande. No Brasil, nada menos do que sete em cada dez indústrias (em média 68%), têm dificuldades para comprar insumos, aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O percentual é um pouco menor do que em fevereiro deste ano, quando 73% das empresas relataram o problema. Apesar da ligeira queda, a situação está bastante complicada e mais da metade das indústrias avalia que esse desajuste só terá fim a partir de abril de 2022. Em 18 dos 25 setores da indústria de transformação consultados, mais de dois terços das empresas afirmaram que, mesmo em negociações com o valor acima do habitual, está difícil obter os insumos no mercado doméstico.

ANÁLISE 
O problema ameaça 90% do setor de calçados; 88% das indústrias de couro, 85% dos fabricantes de móveis; 79% da indústria química; 78% do vestuário e 78% das madeireiras, além de 77% das indústrias de equipamentos de informática e produtos eletrônicos e 76% do setor de bebidas. Dos setores que dependem de insumos importados, 18 deles também relataram o mesmo problema: a dificuldade de comprar a mercadoria, mesmo pagando a mais por ela.

DIGITAL 
O faturamento no comércio digital no Brasil foi de R$ 53,4 bilhões no 1º semestre deste ano, incremento de 31% em relação ao mesmo período de 2020. Um estudo da Webshoppers mostrou que 13 milhões de brasileiros fizeram compras online pela primeira vez em 2020 - esse número equivale a população inteira da Bahia.

DESTINO 
Além de uma campanha publicitária, o destino potiguar a ABIH RN realizou workshops de promoção em cinco cidades do Paraná: Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu. A ação capacitou 453 agentes e operadores de viagens. As expectativas para a alta estação são de quase 100% na ocupação para a temporada no Rio Grande Norte.

PERDAS (I) 
Uma pesquisa aponta que as viagens de negócios perderam U$ 35 bilhões com a pandemia no mundo. As viagens de negócios dificilmente voltarão ao patamar pré-Covid. Tudo o que pode ser resolvido em uma reunião on-line será mantido. O resultado foi a derrubada do turismo de negócios, que enxergava a vacinação como a “luz no fim do túnel” para a retomada.

PERDAS (II) 
No Brasil, no primeiro semestre deste ano houve uma queda de 39,6% nas viagens empresariais, em relação ao mesmo período do ano passado, conforme aponta a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), com operações que totalizaram R$ 1,427 bilhão, em comparação aos R$ 2,364 bilhões de janeiro a junho do ano passado.

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