Frutas e legumes estão mais caros no mercado natalense

Publicação: 2014-01-07 00:00:00
O natalense está pagando mais caro pelas frutas e legumes neste início de ano. Na principal central de abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa), o quilo do tomate estava sendo comercializado na sexta-feira passada, em média, por R$ 2,60 - valor 80% superior ao registrado no mesmo período de 2013. Em algumas bancas, a diferença era ainda maior.

O produtor Firmino Moreira encontrou o quilo do tomate por até R$ 5,80. Outros itens que compõem a cesta básica acompanharam o movimento de alta e estão até 15% mais caros, como é o caso da banana pacovan, que sai da Ceasa para abastecer boa parte dos supermercados de Natal e da região metropolitana. Frutas e legumes como batatinha, cenoura e laranja pera - campeã de vendas na central de abastecimento - também subiram de preço, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A explicação, segundo os feirantes, é simples. O preço do frete subiu mais de 20% nos últimos seis meses e acabou puxando os preços das frutas e legumes para cima. José Gomes de Queiroz, por exemplo, pagava R$ 400 para trazer a banana de Pernambuco meses atrás. Hoje, precisa desembolsar R$ 480 para trazer volume igual. O mesmo ocorreu com Quélio Nunes da Silva, que traz batatinha, tomate, cenoura, repolho e cebola de Estados como a Bahia, Pernambuco e Santa Catarina. O frete, porém, não é a única razão por trás da alta de preço.

Segundo os feirantes, as condições climáticas desfavoráveis nos estados produtores de tomate fizeram o preço da caixa disparar. Uma caixa com 28 quilos, vendida a R$ 80 em 2013, hoje não sai por menos de R$ 120. A saca da batatinha também saltou de R$ 80 para R$ 140.

A seca que atingiu o Rio Grande do Norte e outros Estados do Nordeste também ‘tem sua parcela de culpa’, dizem os comerciantes. Produtos como mel de abelha e farinha de mandioca estão custando até duas vezes mais em relação a janeiro do ano passado. O preço do litro do mel, por exemplo, subiu 117%.

Ruim para consumidores, como Firmino, que acabam desembolsando mais na hora de fazer as compras, e ruim para vendedores como Jarleide Queiroz, que vende banana há dez anos na Ceasa, e viu a procura cair 40%, em função da carestia. Por enquanto não há previsão de que os preços desses produtos vão recuar. “A tendência é que os preços se mantenham estáveis, se o inverno for regular este ano, como acreditamos que será”, analisa Moisés Caetano Eustáquio, técnico de abastecimento da Ceasa/RN, que trabalha na Ceasa há pelo menos 20 anos e partilha da mesma opinião. “Dizem que todo ano terminado em quatro é bom de inverno. Esperamos chuva este ano, mais produção e preços menores”.

Ontem numa das grandes redes de supermercados de Natal que abriram no feriado, o quilo do tomate Santa Adélia estava sendo vendido a R$ 3,98 e o Longa Vida a R$ 3,88. A batata lisa estava custando R$ 3,98, a cenoura R$ 2,18 e a cebola a R$ 2,49.

Quem foi às feiras livres de Natal neste final de semana também notou que os preços de hortaliças, frutas, legumes e produtos de granja estão bem mais alto do que estavam há pouco mais de um mês.



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