Funcionários da Guararapes seguem para protesto contra ação do MPT

Publicação: 2017-09-21 15:20:00 | Comentários: 0
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Cerca de 100 ônibus com trabalhadores da Guararapes se dirigem para a sede do Ministério Público do Trabalho, no bairro de Lagoa Nova, onde irão protestar em favor da empresa e contra a ação civil movida por uma série de irregularidades identificadas pelo MPT nas facções da região Seridó.

Por volta das 15h, cerca de 60 pessoas de movimentos sindicais a favor do MPT tentaram obstruir os ônibus para dialogar com os trabalhadores, mas não conseguiram devido a quantidade de pessoas. De acordo com Marcos Santana, do sindicato dos supermercados, os "trabalhadores da Guararapes estão sendo enganados pelos patrões" e eles buscam diálogo para mostrar que a ação civil do MPT é "a favor dos trabalhadores". Nessa negociação, o trânsito próximo a ponte de Igapó chegou a ficar paralisado por cerca de 10 minutos e não houve intervenção policial.
Ônibus da Guararapes levam os funcionários para protesto no MPT
Ônibus da Guararapes levam os funcionários para protesto no MPT

Nos ônibus da empresa, os trabalhadores levam faixas escritas "mexeu com a Guararapes, mexeu comigo" e bradam contra os integrantes dos movimentos sindicais que tentam o diálogo na margem da pista da avenida Tomaz Landim. A maioria dos trabalhadores favoráveis à empresa estavam com uma camisa escrita "Guararapes 100%". Muitos iam de moto e, quando os ônibus foram obstruídos, as motos deram apoio para liberação da vida e aguardaram a desmobilização dos sindicalistas.

Os sindicalistas afirmaram que também estarão presentes no MPT para defender a ação civil e continuar tentando o diálogo com os trabalhadores. Eles se mostraram frustrados com o ato tentado na Ponte de Igapó por causa da resposta dada pelos empregados da Guararapes, mas afirmam que continuarão tentando o diálogo. O movimento sindical também mostra apoio a procuradora Ileana Neiva, que sofreu críticas e ofensas pessoais do empresário Flávio Rocha por causa da atuação contra as condições trabalhistas praticadas pelas facções.

O mecânico Fábio José, empregado da Guararapes e a favor da empresa, foi o único que aceitou falar com a reportagem. Ele justificou o ato contra o MPT porque a ação estaria "tirando os empregos" e o valor pedido como punição não seria destinado a garantir a segurança dos empregados da fábrica. "O MPT pede 10% do lucro da Guararapes, mas não destinam nada desse dinheiro para segurar o emprego de quem fica na empresa e no final quem acaba prejudicado é quem continua trabalhando lá", disse.

A ação do MPT aponta irregularidades em facções de costura no interior do Estado, que prestam serviços terceirizados à Guararapes. Além da indenização, o processo também exige que a empresa assuma a responsabilidade sobre os direitos dos trabalhadores que atuam nas facções.

Por causa do protesto, o expediente na sede do órgão foi suspenso às 15h e a Polícia Militar foi chamada para reforçar a segurança do local.

Trânsito

A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) informou que agentes de trânsito estarão na região do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Lagoa Nova, para orientar o trânsito conforme a necessidade. De acordo com a STTU, apenas a Rua Poty Nóbrega, onde fica a sede do MPT, será bloqueada, entre a rua Dr. José Gonçalves e Avenida Senador Salgado Filho.

A secretaria destacou, também, que os ônibus desembarcarão os funcionários da Guararapes na Avenida Salgado Filho, nas proximidades do MPT, e deverão permanecer estacionados nos arredores do estádio Arena das Dunas até o final do ato. Após o término, os participantes da manifestação farão o embarque em comboios de dez ônibus cada, na Salgado Filho, sob a orientação dos agentes de tráfego.

Segurança

A Polícia Militar não detalhou o quantitativo empregado para garantir a segurança da manifestação e dos transeuntes que circulam próximo ao MPT, mas garantiu que foram destinados ao local efetivos do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) e contingente extra de PMs, com recebimento de diárias operacionais.

Homens do Batalhão de Choque também estarão a postos para qualquer eventualidade. "Contamos com reforço pesado no policiamento. Embora a gente acredite que não haverá nenhum tipo de ação hostil na manifestação, a Polícia Militar está preparada", afirma o assessor de comunicação da PM, Coronel Eduardo Franco.

Atualizada às 15h58

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