Fundo Setorial vai ganhar mais recursos

Publicação: 2018-03-13 00:00:00 | Comentários: 0
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Os cobiçados recursos do Fundo Setorial do Audiovisual passarão a ser liberados com mais rapidez e com um teto maior. A simplificação do sistema de análise dos projetos será anunciada hoje pela Agência Nacional de Cinema, junto com R$ 471 milhões para seis linhas de financiamento para cinema (produção e distribuição) e TV.

A desburocratização do FSA, que faz dez anos como o principal meio de financiamento público do cinema brasileiro, e sua adequação à realidade do mercado vêm para dar mais fôlego à captação de recursos dentro e fora do País, e permitir que os orçamentos cheguem a patamares internacionais.

Um filme de investimento médio, caso do preferido do público em 2017, Minha Mãe É Uma Peça 2, atualmente custa R$ 6,5 milhões; com as mudanças, este valor poderá chegar a R$ 50 milhões, estima o presidente da Ancine, Christian Oliveira.

Ele quer baixar o tempo de resposta a menos da metade, atendendo a demandas de realizadores tanto dos filmes mais comerciais, candidatos a blockbuster, e que disputem espectador com os estrangeiros, quanto daqueles de maior ambição artística e menor bilheteria, mas que se destaquem em festivais prestigiosos mundo afora. O limite de R$ 3 milhões, no primeiro caso, passa para R$ 6 milhões; no segundo, sobe de R$ 2 milhões para R$ 3 milhões. "O que demora dois anos vai sair em nove meses. E a gente vai ter a possibilidade de ter filmes de US$ 15 milhões. A Forma da Água (Oscar do melhor filme) custou US$ 19 milhões", exemplifica Oliveira.


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