Gil será sepultado amanhã no RN

Publicação: 2016-12-03 00:00:00
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O sepultamento do meio campo potiguar Gil, que faleceu no acidente aéreo com a delegação da Chapecoense/SC, na madrugada da última terça-feira, na Colômbia, onde a equipe brasileira ia disputar a final da Copa Sulamericana, está marcado para acontecer amanhã, na cidade de Nova Cruz. A informação foi confirmada pelo empresário do atleta, Marcel Camilo. Mas, o horário do velório não foi confirmado, já que tudo depende da cerimônia fúnebre que acontece hoje na Arena Condá, em Chapecó/SC, onde serão velados parte da comissão e atletas que também faleceram no acidente.
Aviões da Força Aérea Brasileira fizeram o transporte dos corpos das vítimas do vôo da Chapecoense, partindo da Colômbia
“A chegada no Rio Grande do Norte vai depender da disposição dos aviões que vão levar os corpos. Não sabemos se vai ser em avião da FAB ou em vôo comercial. Mas, independente disso, o velório e sepultamento vão acontecer no mesmo dia, que é domingo. Iremos velar o corpo do Gil e no mais tardar, de tarde, acontece o enterro”, adiantou Camilo.

Enquanto isso, a família de Gil espera a chegada do corpo do jogador a Nova Cruz, cidade natal do atleta, para poder velar e se reencontrar, mesmo em um momento de dor, com o filho. A demora, de acordo com Geraldo Madureira, irmão de Gil e ex-jogador do ABC e Botafogo/RJ, vem aumentando a dor de seus pais e familiares. “Disseram que os corpos iriam chegar na quinta-feira, depois na sexta-feira e agora é sábado. Aqui em Nova Cruz, só no domingo até agora. Isso machuca ainda mais a nossa família, que fica nessa espera. Até pensei em ir para Chapecó, mas o empresário do Gil, Marcel Camilo, pediu que eu ficasse com meus pais, para dar o apoio necessário para a minha família. Ainda estamos todos muito abalados com isso tudo que aconteceu. Agora, é só esperar”, afirmou Madureira.

Em relação ao seguro de vida dos atletas da Chapecoense, o empresário Marcel Camilo afirmou que o clube catarinense está prestando todo o apoio para os familiares. “O tratamento que eles estão dando é ímpar. Eles (o setor jurídico da Chapecoense), já nos procuraram, pediram toda documentação e estão dando encaminhamentos. Como advogado, não tenho do que reclamar da postura do clube. Eles estão sendo muito profissionais”, afirmou.

Os familiares dos 19 jogadores da Chapecoense mortos no trágico acidente aéreo na Colômbia vão receber duas indenizações que somam o valor de 26 vezes do salário que cada um recebia do clube. Esse montante engloba o seguro de vida contratado pela Chape para todos os seus atletas, além do seguro feito pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no valor de doze vezes o valor do salário registrado na carteira de trabalho, com um teto de R$ 1,2 milhão por segurado. Os atletas da Chape recebiam entre R$ 20 mil e R$ 100 mil.

Sobre a comoção que tomou conta da cidade de Chapecó desde a terça-feira, Marcel Camilo disse que “a cidade toda está de luto. É muito dolorido para todos. O tempo se prolongou demais e, com isso, a dor também aumentou”, finalizou.


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