Glenn não interceptou o tapa

Publicação: 2019-11-08 00:00:00 | Comentários: 0
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Alex Medeiros
alexmedeiros1959@gmail.com

O programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, já tinha começado com motivos suficientes para prender a audiência. A turma do Emílio Surita abriu a quinta-feira, 7, escancarando em cima do ministro do Supremo, Marco Aurélio, que na quarta havia dado um chilique com uma advogada que tratou as excelências por “vocês”. Os caras escracharam imitando a voz do carioca primo do alagoano e debocharam transformando o estúdio num tribunal circense.

Aí surgiu o jornalista Augusto Nunes na bancada, para um papo com o inglês Glenn Greenwald, que cumprimentou todos e insinuou surpresa com a presença do comentarista, como se Surita tivesse feito uma pegadinha ao convidá-lo sem saber da extensão do convite a Augusto. Não demorou e o amigo de Jean Wyllys e marido de David Miranda iniciou o vitimismo peculiar da esquerda engajadinha e agachadinha, chamando o cara de covarde.

Augusto tentou estabelecer um limite para o debate pedindo que Glenn não o chamasse de covarde, mas o lorde da fake news continuou com a agressão verbal, levando o brasileiro a dar um safanão e depois acertá-lo na cara.

Diante do golpe rápido de Augusto, o contragolpe do intercept não funcionou em tempo. A palma da mão de Nunes provavelmente borrou toda a maquiagem do Greenwald, que foi socorrido pelos comediantes do Pânico no ringue.

Uma pena que Augusto Nunes não tenha tido uma juventude beirando a delinquência, com os ensinamentos das brigas de turmas. Ou que não tenha noções básicas de boxe ou de sopapos, para quem sabe nocautear o babaca.

Augusto Nunes tem um erro no episódio. Não deveria nunca aceitar dividir uma mesa com um esquerdopata embusteiro como Greenwald. Precisa entender que debate é um chilique inventado por quem nunca aprendeu a brigar.

Minha geração desenvolveu nas ruas o debate relâmpago, onde se tinha no máximo dois ou três desaforos para cada lado e logo alguém riscava o chão e mandava os contendores cuspir em cima como se fosse a genitora do outro.

A partir daí o debate de verdade se iniciava na troca de porrada, murro no pé do ouvido, chute na barriga, joelhada nos países baixos e, obviamente, sem abdicar dos golpes verbais em direção à honra masculina do oponente.

O cu de burro no Pânico foi só um tapinha bobo, a parte boa da briga foi mesmo na repercussão das redes sociais, onde mais uma vez se ilustrou a divisão política, ideológica e cultural do País. Os dois Brasis em conflito.

Eu, particularmente, tomei partido por Augusto Nunes, evidentemente por motivos pessoais e os outros três citados no parágrafo anterior. Já disse aqui que tive a honra de ser articulista quinzenal de Nunes no Jornal do Brasil.

Mas gosto dele mais ainda pelo profissional que é, uma grande referência no ofício de opinar sobre tudo e um valoroso combatente da corrupção petista que quase destruiu a Nação durante os 14 anos de roubalheira e rapinagem.

Ontem, minutos após comemorar o tapa, lhe enviei mensagem de apoio e uma sugestão: trate logo de aprender a atirar e compre uma Glock, pois em breve poderá haver outros debates que requeiram habilidades mais contundentes.

Viva Augusto Nunes!

Jornalistas trocaram agressões em programa de rádio

Piada nas redes
As tropas do fanatismo vermelho não cansam de fabricar vitimismo. Criaram ontem a hashtag #LulaCorrePerigo pelo fato da PF visitar o corrupto na cela. É mais um fracasso, como foram o #LulaLivre #LulaNobel e #LulaPresoPolítico.

Legislação tributária
O jornal Valor Econômico publicou na edição de ontem um artigo intitulado Transação e o Contribuinte Legal, de autoria dos advogados Amanda Pahim e Diego Fischer. Ela é de Natal e atua em direito tributário no mercado de SP.

Reis Magos
Incrível como em Natal proliferam “entidades” dos tais “movimentos sociais” para dar suporte político aos delírios ideológicos de partidos de esquerda e personalidades idem. A nota em favor das ruínas do hotel é um caleidoscópio.

Protestos
Não é apenas o SINSP, o sindicato de servidores, que botou deputados na alça de mira por não apoiarem o aumento salarial de 16,38%. O SINDSAÚDE também está postando publicidade nas redes sociais com fotos dos “traidores”.

O sexteto
Nos flyers que o sindicato da saúde vem postando no Whatsapp e em outras redes e aplicativos, há fotos de 6 deputados: Francisco do PT, Isolda Dantas, George Soares, Raimundo Fernandes, Kleber Rodrigues e Vivaldo Costa.

Bloqueio
Com a precisão de um sniper, o jornalista Gustavo Negreiros comentou a ação da deputada Natália Bonavides exigindo ser desbloqueada no Twitter de Bolsonaro: “Liga pra sua chefe Fátima Bezerra e manda me desbloquear”.

Espanha
No próximo domingo, a eleição espanhola deverá consagrar de vez o líder Santiago Abascal, do novo partido Vox, que aparece nas pesquisas como a terceira força do país. O Facebook vai conter perfis políticos no WhatsApp.

Turismo literário
A notícia veio pelo advogado e escritor Diógenes da Cunha Lima. Na França existe uma rede de hotéis inspirada na literatura, com duas unidades em Paris, Hotel Proust e Hotel Rimbaud, e uma na cidade de Roen, o Gustave Flaubert.

Led Zeppelin
Hoje às 21h tem a banda The Mothership tocando Led Zeppelin no Raimundo’s Pub, na rua Clara de Castro, 3455, Candelária. Com CBI Maddog Medeiros no vocal, Edu Gomez e Grogs Felipe nas guitarras, Eri Scott no baixo e Silvio Franco na bateria. O foco do show é o primeiro LP do Led Zeppelin lançado em 1969.

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