Governo amplia diplomacia no campo do Agronegócio

Publicação: 2020-10-18 00:00:00
O presidente Jair Bolsonaro autorizou a expansão da rede diplomática brasileira dedicada ao agronegócio, uma de suas principais bases eleitorais. Por decreto, o presidente ampliou de 25 para 28 o número de adidos agrícolas do País no exterior, uma demanda do setor. Anunciado como uma medida para ampliar a atuação do Ministério da Agricultura fora do país, o decreto nº 10.519 eliminou a obrigatoriedade de ensino superior para o exercício da função de adido agrícola no exterior.

O aumento do número de adidâncias dedicadas ao agronegócio valerá a partir de 2021. Os novos postos não foram informados. Os adidos passarão a ter um prazo de quatro anos contínuos de missão no exterior. Atualmente, eles permanecem por dois anos, renováveis por mais dois.

Os adidos agrícolas são profissionais selecionados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para trabalhar nas embaixadas brasileiras no exterior, com objetivo de abrir mercados aos produtos brasileiros e acompanhar a regulação do setor, como a imposição de barreiras fitossanitárias.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, haverá também um aperfeiçoamento nas regras de seleção dos servidores do ministério e entidades vinculadas para a função. O decreto com as mudanças foi publicado na última quinta-feira (15) no Diário Oficial da União.

No mês passado, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina promoveu um encontro com 22 adidos agrícolas brasileiros e anunciou a criação de três postos neste ano, em Paris, na França; Berlim, na Alemanha, e Camberra, na Austrália.

 Segundo o governo federal, a escolha dos países se deu pela relevância deles no mercado agrícola mundial e por sediarem organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde Animal e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).