Natal
Governo convoca coletiva para detalhar rebelião em Alcaçuz
Publicado: 08:30:00 - 15/01/2017 Atualizado: 09:32:11 - 15/01/2017
A rebelião na penitenciária estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, foi a maior da história do Rio Grande do Norte. Apesar de ainda não haver a confirmação sobre quantos detentos foram mortos, o confronto entre facções dentro da unidade, que foi finalizado na manhã deste domingo (15), deixou rastro de sangue no presídio e estrutura completamente destruída. Até o momento, várias dúvidas sobre a rebelião permanecem.
Governo vai dar detalhes sobre como ocorreu rebelião

Leia Mais

O confronto entre as facções teve início às 16h30, quando presos ligados ao PCC deixaram o pavilhão Rogério Coutinho Madruga, o chamado pavilhão 5, e foram até o pavilhão 4, onde estavam membros do chamado "Sindicato do Crime do RN". Lá, os detentos iniciaram a carnificina, matando e decapitando presos rivais usando pedaços de telhas, facas e também armas de fogo. Não há, no entanto, a explicação oficial sobre como os presos conseguiram deixar o Rogério Coutinho Madruga e ter acesso às armas.

O pavilhão é de tido como de segurança máxima e é o mais novo de Alcaçuz. Contudo, os detentos conseguiram deixar a unidade e afugentar os agentes penitenciários que atuavam no local no momento de visitas. Segundo informações de agentes, os presos não tiveram acesso às armas dos servidores, que foram levadas pelos agentes. Porém, não foi explicado como os presos conseguiram deixar o interior da unidade e seguir para o pavilhão 4.

Além da dúvida sobre como os presos deixaram o pavilhão 5, também não foram dadas explicações sobre como os presos articularam a rebelião e divulgaram imagens do interior do presídio, que conta com bloqueadores de telefones celulares.

Outra incógnita é sobre como os presos tiveram acesso às armas. Os detentos estavam com revólveres calibre 38 e, segundo relatos de agentes penitenciários, as armas teriam levadas por carros de apoio para a área externa de Alcaçuz e sido arremessadas para dentro da unidade sobre o muro. A versão, no entanto, ainda não foi confirmada pelo Governo do Estado.

O Governo do Estado programou para as 10h uma entrevista coletiva para falar sobre a rebelião.

Leia também

Plantão de Notícias

Baixe Grátis o App Tribuna do Norte

Jornal Impresso

Edição do dia:
Edição do Dia - Jornal Tribuna do Norte