Governo decreta situação de emergência por incêndio em Portalegre e Viçosa

Publicação: 2019-10-10 00:00:00 | Comentários: 0
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O Governo do Estado decretou situação de emergência nos municípios de Portalegre e Viçosa por 90 dias, devido ao aumento do número de incêndios florestais registrados. O decreto pode ser prorrogado por igual período.

Queimada em Portalegre
Na serra de Portalegre já são mais de 40 horas de combate a focos de incêndios

O texto foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial nesta quarta-feira (9). Além do aumento do número de incêndios, a medida considera os graves danos provocados à fauna e à flora, a dificuldade na recuperação natural das áreas devastadas pelo fogo, agravamento da situação hídrica do Estado e o impacto socioeconômico no setor agropecuário.

O decreto permite ao Corpo de Bombeiros contratar, mediante dispensa de licitação, as obras e os serviços necessários a mitigar as consequências provocadas pelos incêndios, além da aquisição de materiais e equipamentos necessários ao combate às queimadas. Será possível também adotar medidas preventivas junto aos municípios, dentre elas a formação e treinamento de brigadas de incêndio e ações educativas para a população.

Já são mais de 40 horas de combate ao fogo na serra do município de Portalegre. Segundo o Corpo de Bombeiros, 20 militares estão trabalhando no local com a ajuda de voluntários, carros-pipa e máquinas cedidos pela Prefeitura.

Nesta quarta-feira, mais 20 bombeiros foram enviados à cidade para reforçar o combate ao incêndio. Equipe da Defesa Civil que está no município trabalha junto às coordenadorias de Defesa Civil de Portalegre e de Viçosa. Foi elaborado plano de ação que inclui o uso de drone para levantamento da área atingida e mapeamento dos locais de mais fácil acesso aos focos de incêndio.

Registros
Neste mês de outubro, até esta terça-feira (8), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 60 focos de incêndios no Rio Grande do Norte. Em agosto e setembro foram 52 e 81, respectivamente, contra um foco em junho e quatro em julho. Isso porque o último trimestre do ano é o período mais quente, com baixa umidade relativa do ar, aumento da intensidade dos ventos e, consequentemente, mais propício ao surgimento de focos de incêndio.

Entre os registros de incêndio florestal no estado um dos mais emblemáticos foi o da Serra do Lima, em Patu, ocorrido no mês passado. Segundo o Corpo de Bombeiros, suas equipes junto às da Defesa Civil Estadual, trabalharam mais de 60 horas. Durante toda noite e madrugada os militares e voluntários subiram a Serra em equipes de combate e conseguiram debelar vários focos do fogo.

O incêndio iniciou na madrugada do dia 16, quando o Corpo de Bombeiros iniciou o combate. O maior risco era de que a área do Santuário do Lima, que fica próximo à região, fosse atingido. Porém, os riscos foram afastados.





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