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Brasil
Governo distribuirá repelente a grávidas de baixa renda
Publicado: 00:00:00 - 23/04/2016 Atualizado: 00:23:53 - 23/04/2016
Brasília (AE e ABr) - A presidente Dilma Rousseff assinou ontem decreto que institui o programa de prevenção e proteção individual de gestantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, do vírus zika e da febre chikungunya. O programa vai, entre outros pontos, adquirir e distribuir repelentes a gestantes beneficiárias do Programa Bolsa Família. Ainda não foi divulgado, porém, nem como nem a partir de quando se dará a distribuição.

O Ministério da Saúde ficará responsável por definir quais insumos serão adquiridos e distribuídos e vai atuar de forma conjunta com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para a implementação do programa. As ações serão realizadas com os recursos relativos ao crédito extraordinário em favor do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome aberto pela Medida Provisória nº 716, de 11 de março de 2016. O valor do crédito previsto na MP para esse atendimento a gestantes é de R$ 300 milhões.

No final de 2015, o governo havia anunciado a intenção de distribuir repelentes para todas as grávidas do país e não apenas para as que recebem Bolsa Família. Em janeiro deste ano, porém, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, descartou essa possibilidade. O governo, segundo o ministro, voltou atrás na estratégia porque os laboratórios brasileiros não têm capacidade de suprir a demanda de repelentes para distribuição a todas as grávidas do país.

Antes da mudança de plano, a ideia do ministério era começar a distribuição de repelente até fevereiro, auge do verão, quando o Aedes aegypti atinge seu pico de proliferação.

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Com o aumento de casos de microcefalia no país, relacionados ao vírus Zika, a coordenadora do ambulatório de microcefalia do Hospital Oswaldo Cruz, Regina Coeli, recomendou que grávidas usem repelentes para evitar que sejam picadas pelo mosquito Aedes aegypti. A médica alerta que as gestantes busquem usar os repelentes do tipo deet e icaridina e evitar os repelentes caseiros, pois não têm comprovação científica de serem eficazes. A diferença entre o deet e o icaridina, segundo Regina Coeli, é o tempo de intervalo para o uso. Enquanto o deet deve ser passado aproximadamente de três horas em três horas, o icaridina pode ter intervalos de oito a dez horas. Em dias quentes, os períodos de reposição devem ser menores por causa do suor.

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