Governo do RN confirma reabertura da economia neste dia 1º de julho

Publicação: 2020-06-30 00:00:00
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Ícaro Carvalho
Luiz Henrique Gomes
Repórteres

A reabertura gradual da economia no Rio Grande do Norte vai ter início nesta quarta-feira, 1º de julho, paós pouco mais de 100 dias de medidas de distanciamento social para prevenção ao novo coronavírus. O anúncio foi feito pela governadora Fátima Bezerra ao setor produtivo durante a tarde desta segunda-feira, 29. Em coletiva de imprensa no final da tarde desta segunda-feira, o prefeito de Natal, Álvaro Dias, anunciou a retomada gradativa das atividades comerciais na capital a partir desta terça-feira, 30.

Créditos: Governo do RNAnúncio foi feito pela governadora Fátima Bezerra após reunião virtual com representantes dos setores produtivos do Estado do RNAnúncio foi feito pela governadora Fátima Bezerra após reunião virtual com representantes dos setores produtivos do Estado do RN

A governadora ouviu o Comitê Técnico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) antes de anunciar a decisão. Nesta segunda-feira, o Estado totalizou 994 mortes causadas pela covid-19 e 28.970 infectados, mas anunciou que a taxa de transmissão da doença completou 15 dias consecutivos em torno de 1. Fátima Bezerra justificou a reabertura na conta oficial do Twitter. Segundo escreveu, a decisão de iniciar a reabertura gradual da economia foi “com toda a seriedade e responsabilidade que o momento exige, pautados na ciência, e totalmente embasados pelo nosso Comitê Científico local”. “Isso não será feito de forma desregrada, não será liberado para toda a população, nem estará dispensada a fiscalização e demais ações do ‘Pacto pela Vida’ executado em parceria, inclusive, com os municípios”, frisou a governadora na postagem. 

O governo publicou uma portaria nesta segunda-feira com mais regras para a reabertura, modificando parte do protocolo anunciado no dia 19 de junho. A portaria permite que o distanciamento social mais rígido, com novo fechamento do comércio, possa acontecer “verificada tendência de crescimento dos indicadores [epidemiológicos] após liberação das atividades.” Em linhas gerais, se o número de casos de contaminação voltar a subir, as medidas de afrouxamento poderão ser suspensas. O documento também pede que os donos de estabelecimentos se responsabilizem por “orientar e cobrar de seus clientes e colaboradores [trabalhadores] o cumprimento dos protocolos específicos de segurança sanitária.”

Adiada duas vezes, a reabertura é dividida em quatro fases. A primeira tem mudanças com relação ao primeiro plano anunciado pelo governo no dia 19 de junho, quando a previsão era reabrir no dia 24 de junho, há uma semana. Essa fase estava estabelecida com três subdivisões, nomeadas “frações”, mas o governo reduziu para duas e apressa uma parte da reabertura. Cada uma das subdivisões significa a abertura de uma série de estabelecimentos.

Na portaria publicada no dia 19 e atualizada nesta segunda-feira, 29, o governo detalhou a “Fase 1”, que se inicia nesta quarta-feira com a primeira fração. A segunda fração está prevista para ser iniciada oito dias depois. O avanço para a segunda fase da reabertura é condicionado ao comportamento da pandemia do novo coronavírus nesta nova etapa de medidas. A terceira fase está prevista para iniciar no dia 29 de julho, com abertura de shoppings centers e academias com ar condicionado e demais serviços de alimentação e bebidas. 

Detalhamento
Na primeira fração ficam autorizados a funcionar estabelecimentos de atividades de informação, comunicação, agências de publicidade, design e afins; centros de distribuição, distribuidoras, depósitos; atividades dos serviços sociais autônomos (Sistema S) e afins, excluídas as escolas a eles vinculadas; salões de beleza, barbearias; lojas de até 300 m² (trezentos metros quadrados) com porta para a rua dos seguintes ramos: papelarias, bancas de revistas; comércio de produtos de climatização; comércio de bicicletas e acessórios; comércio de vestuário; e armarinho.

A segunda fração permite a abertura serviços de alimentação de até 300 m²; estabelecimentos com até 600 m² e com porta para a rua dos seguintes ramos: comércio de móveis, eletrodomésticos e colchões; lojas de departamento e magazines não localizados dentro de shopping centers ou centros comerciais; agências de turismo; comércio de calçados; comércio de brinquedos, artigos esportivos e de caça e pesca; comércio de instrumentos musicais e acessórios; de equipamentos de áudio e vídeo; de eletrônicos/informática; de equipamentos de telefonia e comunicação; joalherias, relojoarias, bijuterias e artesanatos; comércio de cosméticos e perfumaria.

Existem regras gerais que devem ser seguidas por todos estabelecimentos contemplados na Fase 1 e regras e recomendações específicas, como, por exemplo: cuidados em elevadores; proibição de prova de roupas; redução do quadro de empregados e adoção de turnos de trabalho alternados; atendimento agendado para evitar aglomeração e espera; limpeza de máquinas de cartão; mudanças na apresentação de cardápios, entre outras.






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