Governo e Cascar Mineração assinam protocolo de intenções

Publicação: 2019-10-22 00:00:00 | Comentários: 0
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O Governo do Estado e a empresa Cascar Brasil Mineração assinaram na tarde desta segunda-feira (21), o protocolo de intenções para a implantação e desenvolvimento do Projeto Borborema, em reserva de ouro na região Seridó. O documento, assinado pela governadora Fátima Bezerra e o presidente da companhia, Andrew Richards, visa encaminhar uma série de ações necessárias para o início dos trabalhos, previsto para o segundo trimestre de 2020, como a questão fundiária, realocação de rodovia, concessão e licenciamento ambiental.

O protocolo contempla a inclusão da empresa no Programa de Estímulo à Indústria (Proedi), pelo qual será beneficiada inicialmente com desconto de 85% no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que poderá aumentar até para 95%, caso a companhia obedeça a alguns critérios relativos à geração de empregos e sustentabilidade.

Em reportagem publicada no dia 7 de julho deste ano, a TRIBUNA DO NORTE antecipou o interesse da empresa em ativar a produção, em 2020. A reserva de ouro, que é antiga e importante no Brasil, mas pouco explorada, pode recolocar o Rio Grande do Norte no mapa mineral do Brasil. A área de 29,07 km², equivalente a quatro campos de futebol, está localizada a 30 quilômetros a leste da cidade de Currais Novos.

Os estudos realizados entre 2009 e 2014 pela empresa, um braço da australiana Big River Gold, estimam, por ano, uma extração de 2 milhões de toneladas de minério bruto e a produção inicial de 1,8 a 2,1 toneladas de ouro a cada ano, durante os próximos 12 anos. O diretor-presidente da Cascar, o australiano Andrew Richards, afirmou nesta segunda-feira (21) que “apesar de ser um projeto grande, o teor de ouro será baixo e este apoio é extremamente importante para conseguirmos iniciar os trabalhos”.

O projeto Borborema ocupará uma área de 490 hectares, somando o setor de extração mineral e o beneficiamento para obtenção de ouro, e deverá gerar 200 empregos diretos, inicialmente, podendo chegar a 300, e cerca de 1.500 indiretos. O empreendimento terá a capacidade de processar até 4,2 milhões de toneladas/ano e está na área de concessões de lavra vinculada aos processos da ANM (Agência Nacional de Mineração).




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