Governo e municípios discutem ações para amenizar efeitos da seca do Piranhas-Açu

Publicação: 2017-09-13 13:17:00 | Comentários: 0
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A situação de colapso de água nos municípios de Macau e Pendências, cidades sem água há cerca de 10 dias, é discutido pelo Governo do Estado, Agência Nacional de Águas, Igarn e representantes de municípios nesta quarta-feira (13), na Governadoria, para a busca de soluções que amenizem a situação. O colapso é causado pela seca no rio Piranhas-Açu, desvios no curso do rio por agricultores e carcinicultores e a falta de limpeza nas calhas do rio.
Reunião aconteceu na sede da Governadoria
As soluções sugeridas são o encaminhamento de carros pipas para as cidades de forma emergencial, limpeza do rio, perfuração de poços. Os representantes municipais destacam que a prioridade do abastecimento de água é para o consumo humano e por isso pedem o fechamento das bombas destinadas ao agronegócio.  "É uma situação gravíssima de colapso. A gente precisa de encaminhamentos emergenciais", afirmou o prefeito de Macau.

No entanto, a questão com a agricultura e pecuária gera conflitos pelo prejuízo que o fechamento das bombas pode causar. "O setor é responsável pelo crescimento do PIB do Rio Grande do Norte e precisamos ver essa questão. Uma proposta é fechar as bombas por 72h até o rio atingir o volume mínimo de água", disse Tatiana Mendes, do Gabinete Civil do Estado.

Os participantes destacam a necessidade de um acordo entre a indústria e a água para consumo humano para evitar o colapso de mais municípios, como Guamaré e Alto do Rodrigues, e o volume de água do Rio Piranhas-Açu. O reservatório Armando Ribeiro, o maior do estado, foi citado como um exemplo para a utilização responsável da água.


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