Governo evita definir uma data para votação

Publicação: 2017-12-07 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (AE) - O governo deve esperar até amanhã para verificar as condições de aprovação da reforma da Previdência. A expectativa era de que a data de votação fosse anunciada após encontro, na noite de ontem, do presidente Michel Temer com lideranças da base aliada no Palácio do Alvorada. Mas os governistas acertaram que a contabilidade dos votos só será feita a partir desta quinta-feira.

Segundo apurou o Broadcast Político, o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), deve fazer uma contagem hoje. Ribeiro receberá os números dos líderes de cada bancada e fará o balanço para que Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), possam decidir se de fato haverá votos suficientes para votar a matéria ainda este ano. Não estão descartados novos encontros entre os líderes.

Para aprovar a reforma na Câmara, o governo precisa de pelo menos 308 votos favoráveis em cada uma das duas votações que ocorrerão. Para ter uma margem de segurança, governistas só querem votar a matéria quando tiverem 330 votos certos. O governo admite que ainda não tem 300 votos e conta com fechamento de questão dos partidos para alcançar o quórum mínimo exigido. Segundo apurou o Broadcast, na etapa inicial da reunião de ontem, as lideranças não falaram em números, apenas relataram que o "convencimento" tem ajudado a ampliar o apoio à proposta.

O relator da reforma da Previdência, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), já contabiliza entre 290 a 310 votos a favor da reforma. Mas admitiu que o tempo "milita" contra a aprovação. Ele admitiu que não há segurança ainda da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). "É muito difícil ter segurança absoluta de aprovação de um tema que trata de reforma constitucional. É um quórum elevado", afirmou. Para aprovação de uma PEC são necessários 308 votos favoráveis, em dois turnos.

Oliveira Maia classificou de estelionato eleitoral a proposta de parlamentares de deixar a votação para depois das eleições de 2018. “É muita falsidade ideológica eleitoral. Se sou deputado, o que eu penso antes da eleições eu tenho que falar", cobrou. Ele voltou a afirmar que cabe ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, definir a data de votação da PEC. "Não há dúvida que existem deputados com interface da eleição", disse.

Ao ser informado de declaração do presidente do PMDB, Romero Jucá (RR), de que o partido vai fechar questão a favor da proposta e que o Senado vai votá-la em fevereiro, o relator disse. "Tomara! Oxalá, como diz na Bahia. Fevereiro é bom. O dia 2 de fevereiro é de Iemanjá", disse.

Para o relator, os deputados que votarem contra a reforma serão "punidos" se a economia naufragar sem a votação da reforma. Por outro lado, ele previu que, com a aprovação da reforma da Previdência, os aliados estarão enfrentando as eleições com a economia crescendo a 3%.


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