Governo pede à Assembleia contratação de professores

Publicação: 2019-06-11 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
O governo do Estado enviou projeto de lei para votação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, pedindo autorização para a contratação direta e temporária de 80 professores para o ensino profissionalizante em 66 escolas públicas. O impacto financeiro é de R$ 3.408.208,27, recursos garantidos pelo Fundeb.

A chefe de Gabinete da Secretaria Estadual Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC), Maria do Socorro da Silva Batista, disse que a contratação temporária de docentes, deve-se a falta de um  quadro efetivo de profissionais, por exemplo, nas áreas nutrição, energias renováveis, administração, informática, segurança do trabalho, recursos humanos e logística.

“Essa solução é pelo fato de que a partir de julho teremos vários contratos encerrados e a  se manter esse quadro, teríamos grande prejuízo para os alunos”, disse Maria do Socorro Batista, vez que além das aulas específicas,os professores também fazem orientação do trabalho de conclusão de curso dos alunos.

“Isso implicaria na queda de um  ritmo de trabalho, como não era mais possível renovar os contratos, foi preciso encaminhar o projeto de lei proposto pela SEEC para, exatamente, a Assembleia autorizar essa prorrogação até dezembro”, reafirmou.

Segundo ela, também existe uma recomendação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para que, a partir do próximo ano, a SEEC crie um quadro de profissionais efetivos para o ensino profissionalizante, que, por enquanto, “pretendemos suprir com um processo seletivo, a acontecer no segundo semestre ano”.

Socorro Batista disse que, atualmente, a SEEC conta com 150 professores e técnicos especializados para atender a demanda das escolas profissionalizantes, cujo levantamento ainda está será feito - “mesmo porque a oferta desses cursos está diretamente relacionada à demanda da economia local, daí dificuldade de ainda não ter sido feito concurso efetivo. Nesta rede são 7.592 alunos matriculados no RN. “Não adianta contratar uma certa quantidade de profissionais, se não tiver um estudo concluído a respeito, como é a recomendação da PGE sobre quais serão de fatos os cursos ofertados nas diversas escolas profissionais”.

De acordo com a mensagem da governadora Fátima Bezerra (PT),  que foi enviada na sexta-feira (08) à Assembleia, “grande parte das instituições conta com dois professores temporários da área técnica, para os componentes curriculares específicos, além de professores do quadro efetivo do magistério estadual, da base comum”.

Segundo a mensagem governamental, parte dos contratos temporários está com prazo de vigência se encerrando entre os meses de julho e setembro de 2019, “o que, certamente, causará transtornos na gestão da aprendizagem dos estudantes, considerando que, no segundo semestre, os professores estarão no processo de orientação dos trabalhos de conclusão dos cursos”.




continuar lendo


Deixe seu comentário!

Comentários