Governo pede exclusão da Caern do PPI

Publicação: 2017-05-27 00:00:00 | Comentários: 0
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O governador Robinson Faria enviou ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômica e Social (BNDES) ofício solicitando a “exclusão da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte – Caern, do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI)”. O documento é datado da última quinta-feira (25) e endereçado à presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques, que pediu exoneração do cargo ontem (26). Os estudos técnicos sobre a viabilidade de uma PPI na Caern já foi contratado pelo banco, no fim do mês passado, ao consórcio Acqua ao preço de R$ 6,3 milhões. O prazo para a entrega do estudo – que contempla as áreas de eficiência energética e distribuição - é de oito meses.

“O ofício foi necessário para afastar qualquer dúvida de que sempre fomos e continuamos contra a privatização da Caern”, disse Robinson, através da assessoria de Comunicação. O governador lembrou, ainda, que em outro ofício ao BNDES, datado de outubro de 2016, ao pedir a inclusão da CAERN e da Potigás no PPI, o objetivo era “o aprimoramento das atividades prestadas por essas companhias” ao público e que “já naquele documento havia um parágrafo em que afirmamos que não tínhamos interesse na privatização”. “Entendiamos que a inclusão no estudo não significaria que o governo estaria dando aval para privatizar as companhias”, acrescentou o governador.

Robinson afirma que ofício atesta posição contra a privatização
Robinson afirma que ofício atesta posição contra a privatização

A inclusão da companhia de abastecimento potiguar no PPI foi motivo de reações, por parte dos servidores, aumentadas após a divulgação das gravações do empresário Joesley Batista, no escândalo das propinas do grupo JBS a centenas de políticos brasileiros. O empresário disse, aos promotores públicos federais, que teria feito doações – legais e via Caixa 2 – à campanha do então candidato ao governo, Robinson Faria, em troca da privatização da Caern. O grupo JBS acabou desistindo de negócio na área do saneamento. O governador nega as afirmações do delator e lembra que, desde a campanha, sempre declarou-se contra a privatização da companhai estadual de abastecimento.

Esta semana (quarta-feira, 24) os servidores da Caern fizeram uma manifestação em frente a governadoria, contra o estudo e a possibilidade de privatização da companhia, integral ou em partes como previsto nos estudos do BNDES. Robinson desceu do gabinete e conversou com os manifestantes.

Em nota, distribuída na tarde de ontem, o Sindágua afirma que, no encontro com o governador,  “a categoria pediu (...) o fim de qualquer iniciativa do Governo do Estado que venha promover a abertura de capital, realizar PPIs - Programa de Parcerias de Investimentos, a venda da Empresa ou qualquer outra modalidade de privatização da Companhia”, e relata – mais adiante – que  “acompanhado pelo diretor presidente da CAERN, Marcelo Toscano, (Ropbinson) reafirmou que  'enquanto estiver no governo a CAERN não será privatizada'”.

Manifestação do governo
Reprodução de documento enviado pelo governo ao BNDES
Reprodução de documento enviado pelo governo ao BNDES


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