GP Brasil não acerta e adia a negociação

Publicação: 2020-06-04 00:00:00
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Ainda sem constar no calendário atualizado de 2020 da Fórmula 1, o GP do Brasil segue apostando na renovação do contrato para continuar recebendo a corrida da principal categoria do automobilismo mundial de 2021 em diante. A organização da prova brasileira havia afirmado ao Estadão que a negociação estaria selada até o fim de maio, o que não aconteceu.

Em contato com a reportagem, o promotor do GP apontou a remontagem do calendário desta temporada como obstáculo na negociação para o futuro. "As conversas continuam e o atraso ocorreu por parte da FOM, que ficou concentrada na solução da fase europeia do campeonato de F-1 deste ano", disse Tamas Rohonyi.

O promotor da prova tenta manter a corrida brasileira em São Paulo, no Autódromo de Interlagos, enquanto sofre a concorrência do Rio de Janeiro. A cidade quer retomar a categoria no futuro circuito a ser erguido no bairro de Deodoro. O projeto carioca é liderado pelo empresário JR Pereira, que também diz estar em processo avançado de negociação com a cúpula da F-1.

No fim do ano passado o Estadão revelou que São Paulo pretende pagar como taxa anual de promoção à categoria cerca de US$ 20 milhões (cerca de R$ 106 milhões na cotação atual). Os recursos viriam de parceiros comerciais. A organização da F-1 cobra um valor variável para todos os países que sediam suas corridas, porém desde 2017 o Brasil não paga a taxa.






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