Grávidas com Bolsa Família vão receber repelentes

Publicação: 2017-02-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (ABr) - Um ano após a epidemia de zika e o crescimento expressivo dos casos de microcefalia em recém-nascido relacionada ao vírus, além de o temor de um novo surto das outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti - como a dengue e a febre chikungunya - , o governo federal decidiu distribuir repelentes para gestantes beneficiárias do Bolsa Família em todo o Brasil. Para o Rio Grande do Norte, é previsto um total de 345.180 repelentes, dos quais 21.570 estão no primeiro lote.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, a partir de março, mais de 484 mil gestantes do programa receberam os repelentes. Ao todo, serão distribuídos 15,9 milhões de frascos. Serão sete lotes, sendo que o último será distribuído em dezembro.

“Na primeira etapa, serão entregues quase 1 milhão de unidades. As prefeituras ficarão responsáveis por escolher a melhor forma de distribuição – ou no Centro de Referência de Assistência Social [Cras] ou na unidade de saúde”, diz nota divulgada pelo ministério.

“Os prefeitos conhecem como ninguém a realidade local e a estrutura de cada unidade. Por isso, eles têm autonomia para definir a melhor forma de entregar o produto às gestantes”, explica o secretário-executivo do MDSA, Alberto Beltrame.

Segundo o secretário, a proteção das mulheres grávidas beneficiárias do Bolsa Família é prioridade para o governo federal. “O combate ao mosquito é uma tarefa permanente da sociedade brasileira. Essa ação é mais uma ferramenta nesse conjunto de medidas que precisam ser tomadas, ajudando essas mulheres, especialmente as mais pobres, na prevenção do zika”, afirmou.

Em 2015 e 2016 foram notificados 10,2 mil casos de crianças nascidas com alterações no crescimento e desenvolvimento relacionadas à infecção pelo vírus zika no Brasil, sendo 2,2 mil confirmados. Neste período, foram concedidos 1,9 mil Benefícios de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com microcefalia.

Doenças

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou boletim na semana passada sobre a situação epidemiológica da dengue, febre de chikungunya e zika vírus no Rio Grande do Norte no ano de 2016.

O boletim é um consolidado de todo o ano passado, com dados até a semana epidemiológica n° 52, coletados até o dia 31 de dezembro.       

De acordo com Maria Lima, subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap, a tríplice epidemia por arboviroses ocorrida no ano de 2016 no RN aponta uma situação preocupante para o ano de 2017.

“Verifica-se a existência de provavelmente mais de 90% da população do Estado, que ainda estará exposta previamente pelo vírus zika e chikungunya. Essa situação poderá contribuir para o aumento da ocorrência de epidemias com formas graves da doença, contribuindo assim para um número elevado de óbitos, já que apenas 18% dos municípios do RN estão em situação satisfatória”, alertou a subcoordenadora.


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