Grafites colorem fachada do museu Djalma Maranhão

Publicação: 2017-09-06 00:00:00 | Comentários: 0
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A praça Augusto Severo está mais colorida e artística. O prédio onde desde 2008 abriga a instituição municipal Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, na Ribeira, recebe uma intervenção de artistas do grafite nacional. A iniciativa pode trazer injeção de ânimo para a área, inclusive, atraindo mais visitantes para o museu. A ação é realizada pela artista Magrela (SP) e o coletivo Acidum Project (CE), ambos presentes na edição 2017 do projeto INarteUrbana, e prevê uma enorme pintura na fachada do primeiro andar do imóvel, onde funciona o museu.

Museu Djalma Maranhão troca paredes brancas pelo grafite
Museu Djalma Maranhão troca paredes brancas pelo grafite

A ação partiu do Acidum Project, coletivo formado pelos artistas Robézio Marqs e Tereza Dequinta.  Através de seu patrocinador oficial, a Mills, o coletivo conseguiu o maquinário necessário para pintar a fachada do museu. A prefeitura cedeu o espaço para a modificação visual. A criação da obra foi iniciada no último domingo (3) e deve ser concluída em tempo recorde, com previsão de término na quinta-feira (7). Na sequência, os artistas partem para o bairro de Mãe Luiza, onde vão criar um painel para a comunidade.

Acidum Project e Magrela estão em Natal desde meados de agosto, em decorrência da residência artística do projeto INarteUrbana. Pelo projeto, eles e outros vários artistas do Brasil e do Rio Grande do Norte realizaram uma série de intervenções artísticas no bairro do Passo da Pátria. Eles também integram o time de 20 artistas urbanos que compõem a exposição coletiva do projeto, montada na galeria da Fundação Capitania das Artes (Cidade Alta) e com visitação até o dia 30 de setembro.

Acidum Project foi criado em 2006, em Fortaleza. O trabalho do coletivo é marcado por intervenções de múltiplas linguagens: murais, fotografia, graffiti, lambe-lambe, stickers e stencils. Eles já participaram de exposições, festivais, pinturas e murais em lugares como Belém (PA), Recife (PE), Estados Unidos, Montreal (Canadá), Paris (França).

A paulistana Magrela se interessou pela arte desde criança. Sua entrada no campo da arte urbana se deu em 2007. Em suas obras, algumas marcadas por figuras alaranjadas, ela busca desconstruir o esteriótipo de ser mulher. Ela acumula pinturas e participação em eventos em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Nova Iorque (EUA).



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