Greenpeace aciona ministro Ricardo Sales na Justiça

Publicação: 2019-10-25 00:00:00
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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, voltou ontem a atacar a organização ambiental Greenpeace. Pelo Twitter, sem apresentar nenhuma prova, insinuou que a ONG poderia ter relação com o vazamento de óleo que afeta todo o Nordeste do País.

"Tem umas coincidências na vida né... Parece que o navio do #greenpixe estava justamente navegando em águas internacionais, em frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo venezuelano...", publicou no início da tarde. Também divulgou foto do navio Esperanza, usado em protestos contra crimes ambientais.

O Greenpeace reagiu afirmando que vai acionar Salles na Justiça. "A decisão está tomada. Agora, será analisada por nossa área jurídica", disse Marcio Astrini, coordenador de políticas públicas da ONG, afirmando que o navio Esperanza faz parte de uma campanha internacional chamada "Proteja os Oceanos", que saiu do Ártico e vai até a Antártida ao longo de um ano, denunciando as ameaças aos mares.

A embarcação passou pela Guiana Francesa entre agosto e setembro, onde fez uma expedição de documentação e pesquisa do recife conhecido como Corais da Amazônia, segundo o Greenpeace, com o propósito de lutar contra a exploração de petróleo em locais sensíveis para a biodiversidade marinha.

Seguro-defeso
Ontem, o presidente da República em exercício, Davi Alcolumbre (DEM-AP) assinou um decreto presidencial autorizando a prorrogação da concessão extraordinária do seguro-defeso para os pescadores artesanais afetados pelo vazamento de petróleo no litoral nordestino. Mais cedo, Alcolumbre já havia anunciado a decisão de prorrogar por até mais dois meses a decisão do governo federal de conceder o benefício extraordinário para os pescadores.

A medida beneficiará cerca de 60 mil profissionais. A estimativa é que o governo federal desembolse R$ 59 milhões no mês de novembro. Alcolumbre disse que vai propor a edição de uma Medida Provisória para liberação imediata de recursos para que os municípios e Estados do Nordeste possam contratar pessoal para a limpeza das praias atingidas por petróleo. Na Câmara dos Deputados, foi protocolado pedido de abertura da CPI do Óleo, por iniciativa do deputado João Campos (PSB-PE), com mais de 230 assinaturas dos 25 partidos.





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