Grupo de músicos natalenses lança single da coletânia Mardub

Publicação: 2020-08-14 00:00:00
O clima ensolarado de uma cidade litorânea e o balanço psicodélico do dub (a versão instrumental do reggae) é uma combinação que dá praia. Assim nasceu o conceito da coletânea Mardub, projeto de um grupo de músicos natalenses que promete produzir a trilha sonora ideal para um verão eterno. O primeiro single do volume 1 já foi lançado, “Dos artistas dub”, e pode ser ouvido em diversas plataformas de streaming. O álbum inteiro está previsto para ser lançado em outubro deste ano.

Créditos: DivulgaçãoSingle também conta com colagens da artista visual Guesc, que estão no Instagram MardubSingle também conta com colagens da artista visual Guesc, que estão no Instagram Mardub

O Mardub é um projeto encabeçado pelos produtores Walter Nazário, Pedras e Henrique Lopes, que já estiveram juntos nos grupos Igapó de Almas e Esquizophanque, além de contribuírem de diferentes maneiras com diversos artistas da cena musical potiguar. O projeto também conta com a colaboração do baterista Renan Amantéa e do produtor musical Dante Augusto, responsável por alguns sintetizadores. O lançamento é pelo selo Rizomarte Records .

Mergulho no dub

Cada música da coletânea leva o nome de uma praia da costa leste do Rio Grande do Norte, sugerindo uma expedição imaginária pelas águas do litoral potiguar. A música “Dos artistas dub” tem nove minutos de duração e sugere a imersão que o dub pede, em que cada detalhe é um convite para mergulhar em climas, timbres e sensações sutis, sem apego a fórmulas, tudo guiado pela atmosfera de um dub banhado pelas ondas do mar.

O single também conta com colagens da artista visual Guesc, que serão divulgadas pelo Instagram do Mardub. Moradora da Praia do Meio, fotógrafa e vídeomaker, Guesc foi convidada para trazer imagens de seu arquivo pessoal. Vivendo a poucos metros do antigo Hotel Reis Magos - lugar que acabou sendo um elemento importante para que aquela região ficasse conhecida como Praia dos Artistas nos anos 70 - Guesc testemunhou todo o processo de demolição da construção, bem como a vivência cotidiana da população e os movimentos da natureza ao redor.

O clima de coletânea se deve ao fato do Mardub ser uma experiência que se desenrolou ao longo do tempo, sem nenhuma pretensão de transformar-se em banda ou projeto principal dos músicos envolvidos. É antes um laboratório de sons, marcado pelo encontro entre passado e presente. O material bruto foi composto em 2015 na Vila de Ponta Negra, durante um ''internato'' de criação coletiva que durou vários dias.

Entre um intervalo e outro das gravações do Igapó de Almas e do Esquizophanque, foram surgindo as gravações que seriam usadas na futura coletânea, entre longos takes de bateria e jam sessions. Transitando entre universos musicais distintos, coube ao Mardub ecoar em sua sonoridade a ''influência eletrônica jamaicana'' aliada ao delírio tropical da esquina do continente.

Essas gravações ficaram arquivadas por vários anos e só foram retomadas no início de 2020, com encontros semanais entre Walter, Pedras e Henrique. Com o regime de quarentena causado pela pandemia de COVID-19, a finalização das músicas vem acontecendo de modo remoto, valendo-se da tecnologia disponível para trabalhar a distância em cada faixa. Aguarde os dubs de Alagamar, Maracajaú, Formosa, Barra do Rio, Cotovelo, Rio do Fogo, Barreta, e Tourinhos.

Serviço:

Lançamento de “Dos artistas dub”, single do Mardub Vol. 1.

Mais infos: <www.instagram.com/mardubdub>