Grupo dinamarquês se instala no Estado para atender eólicas

Publicação: 2017-03-16 00:00:00 | Comentários: 0
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Sara Vasconcelos
Repórter

Com 918 MW de energia eólica contratados e mais 417 MW que deverão ser gerados por novos parques em construção no Rio Grande do Norte, até 2018, a cadeia produtiva se estrutura com a instalação de um Centro de Serviços da Vestas, em Parnamirim. O Centro irá atender a expansão do setor. O empreendimento, inaugurado na tarde de ontem (15), em Emaús, estima gerar 100 novos empregos na fase inicial, e é o primeiro no Brasil da empresa dinamarquesa. A Vestas é fabricante de turbinas eólicas, com serviços de montagem e manutenção dos parques eólicos, construído em área de 1,2 mil m2.
Rogério Zampronha, da Vestas Brasil, presidiu a inauguração
O Rio Grande do Norte concentra oito das treze usinas  eólicas, para quais a empresa já fornece equipamentos no país, explica o presidente da Vestas Brasil, Rogério Zampronha. As usinas respondem por mais de 600 MW de geração de energia no estado. Além da maior concentração de clientes, o executivo pontua que a escolha se deu por ser o Estado com maior número de parques em operação e potencial de geração, as condições para operar e oferta de mão de obra qualificada.

“Isso tudo foi levado em consideração na hora de escolhermos onde fazer o investimento. Uma decisão estratégica para a expansão e consolidação da Vestas na região. Iremos atender as usinas que operam com a nossa tecnologia e também aquelas que trabalham com tecnologia de outros fabricantes”, afirma Zampronha. O valor do investimento não foi divulgado.

Se por um lado, o setor comemora a ampliação da cadeia produtiva da indústria de energia eólica, por outro a incerteza sobre a realização dos leilões preocupa também os novos investidores. O  presidente da Vestas Brasil, Rogério Zampronha, enfatiza a necessidade de retomada dos leilões de energia reserva. Com o cancelamento do 2º LER 2016, que aconteceria em dezembro do ano passado e caso o Governo não autorize a realização dos certames em 2017, o receio é de descontinuidade no ritmo de geração de energia dos ventos a partir de 2019.

“Esta é uma preocupação de todo o setor de energia, não só da eólica. Com a dura crise nos dois últimos anos, o país passou por uma queda no consumo de energia, que vem sendo retomado este ano. É preciso garantir a continuidade da geração de energia eólica”, afirma.

Zampronha pontua três fatores que justificam a realização dos certames este ano: o sistema de bandeira vermelha da conta de energia, para acionar as termoelétricas, o preço da energia no mercado ultrapassar R$ 200 por MW/h - o que, segundo ele, comprova que a alegação do Governo federal de que há “sobra de energia” não se sustenta -, e por último “e mais preocupante',  a média dos reservatórios de hidrelétricas em 34%, ao final do período de chuvas.

“Isso demonstra a necessidade de fomentar a geração desta fonte de energia renovável como alternativa a reserva de energia mais barata e mais limpa, na comparação com o acionamento das  termoelétricas e sem risco de racionamento”, afirma. Em 2016, cerca de 50% da região Nordeste chegou a ser mantida por energia eólica.

A companhia fechou 2016 com 371 MW contratados em energia eólica no Brasil, considerado o 8º mercado do grupo, com 13 parques eólicos com capacidade instalada de 820 MW. As turbinas comercializadas no Brasil são fabricadas na fábrica da Vestas localizada em Aquiraz, no Ceará, que foi inaugurada em janeiro de 2016.

Geração de Energia Eólica no RN

Projetos entraram em Operação em 2016
35 Parques Eólicos
918,00 MW

Projeção para os Próximos Anos
Construção: 16 Parques Eólicos
417,00 MW
Contratado (a construir): 38 Parques Eólicos
918,40 MW

Fonte: CERNE/SEERN


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