Grupo supermercadista inicia obra de nova loja

Publicação: 2012-07-12 00:00:00
Gigantes do setor supermercadista, Walmart e Pão de Açúcar ainda aguardam sinal verde da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Parnamirim para erguer lojas no município. A previsão é que as licenças prévias sejam liberadas até o final do mês, segundo assessoria de imprensa da prefeitura. Os projetos são previstos para o bairro de Nova Parnamirim.

O Nordestão, que inaugurou a sua oitava loja no início do ano e também erguerá uma unidade no bairro, largou na frente e já trabalha na terraplenagem da área. Os trabalhos iniciaram há pouco mais de um mês. Segundo informações colhidas no local, cerca de 40 homens trabalham na obra. Número que poderá chegar a 200. A previsão é que a construção fique pronta em seis meses.

A assessoria de comunicação do Nordestão não confirmou as informações. Walmart e Pão de Açúcar também foram procurados, mas não forneceram detalhes dos projetos, como valor a ser investido, prazo de conclusão, e número de empregos a serem gerados.

O terreno que receberá a unidade do Extra, do Pão de Açúcar, na avenida Maria Lacerda, já foi cercado. Os funcionários, entretanto, aguardam a licença para iniciar a construção. “Não podemos derrubar nenhuma árvore até lá”, disse um dos homens, que trabalhavam no local.

A unidade do grupo Walmar, encontra-se na mesma situação. A emissão da licença, solicitada em abril, dependeria de um parecer, segundo a assessoria de comunicação da prefeitura. Atualmente, o grupo opera seis unidades no Rio Grande do Norte. A lista inclui um Sam´s Club, um Bompreço, um Maxxi Atacado e três lojas Hiper Bompreço. O número, entretanto, já foi maior. Em janeiro deste ano, o Walmart fechou uma unidade Bompreço que havia em Ponta Negra. O mesmo ocorreu, à época, com pelo menos três Estados: Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará. A rentabilidade baixa foi apontada pela Agência Estado como provável motivo do fechamento. O Nordestão contabiliza oito lojas e o Pão de Açúcar, duas.

A concorrência entre as grandes redes fica cada vez mais acirrada no Rio Grande do Norte. O bairro de Nova Parnamirim é o novo palco da disputa e tem entre os principais atrativos o potencial de consumo mensal da população, em torno de R$ 75 milhões, de acordo com cálculos da prefeitura. Para Geraldo Paiva Júnior, empresário e presidente da Associação de Supermercados do RN, a área ainda não comportaria  as três unidades. “Não cabe os três ali. Acontece que todo mundo quis marcar presença na área”, disse. Apesar da expansão, o setor não vive um bom momento, segundo a associação. “As vendas não cresceram como esperávamos”. O consumidor reduziu as compras e levou a Assurn a revisar para baixo a taxa de crescimento esperada para o fim do ano, de 7% para 4%.

No geral, varejo potiguar ganha novo fôlego

O comércio potiguar, de uma forma geral, dá sinais de recuperação. Segundo Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados de maio, o volume de vendas do comércio varejista (que exclui as atividades de veículos e material de construção) e do varejista ampliado (que inclui as duas atividades) subiu cerca de 7%, em comparação com o mesmo período do ano passado. No Brasil, o volume de vendas do comércio varejista subiu 8,2% e do varejista ampliado subiu 4,2%.

 Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio/RN), os números, que mostram a retomada do varejo potiguar, ficaram dentro da expectativa e deixam duas coisas claras: “Os segmentos de automóveis e materiais de construção, ambos na esteira dos incentivos fiscais, puxaram o desempenho geral do setor potiguar para cima. E o Dia das Mães continua sendo uma data de grande apelo comercial”, analisa o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo  Queiroz. Segundo ele, os números devem seguir em alta em junho. 

“Os dados de maio ainda não trazem o reflexo da maior oferta de crédito, fruto das medidas mais recentes do governo federal”. Para o segundo semestre,ele prefere não fazer qualquer previsão. “É preciso acompanhar como vai evoluir a questão da inadimplência, os números do movimento turístico no estado e a efetivação dos investimentos públicos nas obras estruturantes”, diz.

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