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Grupos de teatro vão se reunir para ler e interpretar a pandemia
Publicado: 00:01:00 - 25/05/2022 Atualizado: 11:44:28 - 25/05/2022
Grupos potiguares de teatro vão se reunir durante três dias para ler e interpretar a pandemia. É o tema da 5ª edição do ciclo de leituras dramáticas “Palavrar: A Peste”, de hoje (25) até sexta-feira, às 19h, no Teatro Laboratório Jesiel Figueiredo, Departamento de Artes da UFRN (Deart). Serão lidos trechos de peças que abordam questões direta ou indiretamente relacionadas à pandemia, suas causas e consequencias. O evento, que ocorre desde 2017, teve uma edição remota em 2020 e não aconteceu em 2021 devido ao isolamento social forçado pela Covid-19.

Divulgação
As audições serão realizadas por grupos de teatro de Natal, atrizes e atores, encenadores, artistas em formação, alunos e professores dos cursos de artes da UFRN

As audições serão realizadas por grupos de teatro de Natal, atrizes e atores, encenadores, artistas em formação, alunos e professores dos cursos de artes da UFRN


As audições serão realizadas por grupos de teatro de Natal, atrizes e atores, encenadores, artistas em formação, alunos e professores dos cursos de artes da UFRN. Os textos abordam a perplexidade diante da doença, do sentimento de impotência, descontrole, perda e luto. Nas leituras dramáticas, a montagem não conta com a ação física completa. Para a nova ação foram convocados alguns nomes conhecidos da cena teatral potiguar, como os grupos Clowns de Shakespeare, Facetas, Asavessa, e TEIA.  

A programação abre nesta quarta com “Ubu, o que é bom tem que continuar!”, escrito e dirigido por Fernando Yamamoto, em encenação dos Clowns, Facetas e Asavessa. Tendo como ponto de partida as personagens Pai e Mãe Ubu, do clássico “Ubu Rei”, a obra situa-se como uma continuação da  sátira política de Jarry. Em um país/lugar-nenhum com ares latino-americanos, em meio a influencers e cachos de bananas, Pai Ubu e Mãe Ubu continuarão sua saga alucinada e insaciável pelo poder.  

Na quinta (26), será apresentado “O último Godot”, pelo grupo TEIA., dirigido por Adriano Morais. Diante de um teatro em crise, Samuel Beckett encontra Godot, a personagem que dá nome a sua obra mais conhecida. Nesse encontro, enquanto discutem a situação do teatro, os dois constroem uma cena em que a criação desafia o criador. Com humor severo, Visniec busca – em vão – dar realidade a uma das personagens mais vivas da dramaturgia ocidental.

Sexta (27), será a vez de “O livro de Jó”, de Luís Alberto de Abreu, com direção de Rogério Ferraz. Escrita originalmente para montagem do Teatro da Vertigem, feita num hospital desativado, em 1995, a peça trata dos questionamentos do ser humano diante da fatalidade imprevisível: o que fazer quando, mesmo sem merecer, se perde tudo? A montagem tem apoio do grupo Estação de Teatro. 

Segundo André Carrico, idealizador da ação, o “Palavrar” também pretende debater o tema em sentido amplo: a peste da ignorância, do negacionismo, das fake news, da disseminação de calúnias e da cegueira política. “Almeja-se assim provocar a reflexão acerca da abrangência do assunto a partir das peças lidas, de autores como Alfred Jarry, Matei Visniec e Luís Alberto de Abreu”, reforçou.

Uma das propostas do ciclo de leituras é aproximar alunos e professores de artes da classe teatral da cidade. “Cada leitura do Palavrar será seguida por um debate com o diretor da montagem. A ideia do projeto é ser didática, levar a palavra dramática tanto para o público habituado a ela quanto para quem nunca foi ao teatro. Espera-se fomentar um público espectador e leitor de teatro”, conclui. 

Serviço:
V Ciclo de Leituras Dramáticas Palavrar: A Peste. De quarta à sexta, às 19h, no Teatro Laboratório Jesiel Figueiredo, DEART, UFRN. Senhas gratuitas no local, a partir das 18h30. 

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