Guararapes tem prejuízo de R$ 296 milhões no 2º trimestre

Publicação: 2020-08-11 00:00:00
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A Guararapes, dona da rede Riachuelo, registrou um prejuízo líquido de R$ 296,2 milhões no segundo trimestre de 2020. No mesmo período de 2019, o grupo havia reportado lucro de R$ 54,9 milhões. Já o Ebitdafoi negativo em R$ 289,2 milhões, ante R$ 234,7 positivos no mesmo trimestre do ano anterior.

A Receita Líquida da companhia caiu 52,4%, chegando R$ 225,9 milhões, enquanto as vendas mesmas lojas decresceram 69,7%. A empresa ressalta que as lojas reabertas no trimestre apresentaram 74,8% do total registrado no mesmo período de 2019. Segundo a Guararapes, elas foram "impactadas pela redução do horário de funcionamento e pela implementação de limites máximos de pessoas nas lojas aderentes aos protocolos de segurança estabelecidos".

No trimestre, os canais digitais representaram 46,1% das vendas, em decorrência do isolamento social. Mas a margem bruta da companhia foi de 38,2%, ante 50,3% no segundo trimestre de 2019.

Segundo a companhia, no primeiro semestre, esse indicador foi afetado pelo fechamento de fábricas, que reduziu incentivos de ICMS, e pelo custo de produção de equipamentos de segurança (EPIs) para doação. Além disso, os estoques acumulados pelo período de lojas fechadas levou a maior apetite promocional. E a própria venda online, segundo o grupo, tem um mix de produtos com margem menor.

No dia 14 de julho deste ano, o Grupo Guararapes demitiu 320 funcionários que atuavam na fábrica da Guararapes Confecções S.A localizada no Distrito Industrial, em Extremoz. Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, a empresa afirmou que está passando por uma readequação causada pela pandemia de covid-19. "A Riachuelo esclarece que está passando por uma readequação do seu negócio neste momento em que todo o varejo, um dos setores mais afetados da economia, foi desafiado pela pandemia", afirmou o texto.

Com mais de 150 mil metros quadrados, a fábrica é responsável pela produção da malharia do grupo e por parte da camisaria e contava com mais de 7 mil funcionários. Uma outra unidade, em Fortaleza, produz tecido plano, como sarja, jeans e camisaria.

Número
46% das vendas no período foram pelos canais digitais.