Economia
Guararapes teve queda no lucro líquido e nas vendas
Publicado: 00:00:00 - 06/03/2016 Atualizado: 23:29:31 - 05/03/2016
Em teleconferência realizada em fevereiro, para detalhar os resultados de 2015 a investidores, o presidente da Riachuelo e vice-presidente da Guararapes, Flávio Rocha, não comentou o desempenho da indústria, mas ressaltou que o cenário envolveu desafios externos e internos. O  grupo – que engloba, além de fábricas no Rio Grande do Norte e no Ceará, a Riachuelo, o shopping Midway Mall e a Midway Financeira - fechou o ano com lucro líquido consolidado de R$ 350,2 milhões, 27,1% abaixo dos R$ 480,1 milhões apresentados no mesmo período de 2014. 
Rocha, presidente da Riachuelo e vice-presidente da Guararapes: Desafios internos e externos
Já a Riachuelo reportou queda de 0,5% ante 2014, nas vendas em mesmas lojas, ou seja, em pontos de venda abertos há mais de um ano.  Entre outubro e dezembro, o recuo foi de 3,1% ante igual período do ano anterior.

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Rocha citou dificuldades do varejo brasileiro, de forma geral, com queda nas vendas e fechamento de lojas.   Também observou que o grupo teve que lidar com níveis elevados de estoque e precisou reduzir suas margens para adequá-los.

Houve um “intenso ritmo de demarcações de preços” – o preço médio no ano caiu 5,8%.

Outro desafio no ano foi o aumento da inadimplência. Na teleconferência, o CFO do grupo, Túlio Queiroz, observou que a companhia desacelerou o volume de crédito concedido, o que levou as receitas financeiras a cresceram em menor proporção, principalmente na área de empréstimo pessoal – que tem maior risco.

Lojas

O cenário desfavorável também diminuiu o ritmo de expansão da rede varejista, que chegou a inaugurar mais de 40 pontos de venda ao ano em 2013 e 2014, mas em 2015 não passou de 28. Para este ano, a expectativa é abrir mais 15 – um número que poderá ser revisto “de acordo com as circunstâncias do mercado”. Também há planos de reformas. “Vamos ter ao menos 15 reformas importantes este ano devido ao ganho de competitividade desses projetos”, disse Rocha.

Também neste ano o e-commerce da rede deverá dar os primeiros passos para começar a funcionar. A loja virtual deve ser lançada em novembro exclusivamente para colaboradores do grupo, num ambiente de testes.  A estreia oficial é prevista para o início do ano que vem.

O grupo fechou 2015 com 605 mil metros quadrados de área de vendas e um total de 285 lojas espalhadas por todo o país. No total, emprega 38.551 colaboradores, 4,1% a menos que em 2014, sob influência da  indústria. Na Riachuelo, ao contrário das fábricas, a equipe aumentou.

O ritmo de crescimento do grupo neste ano, segundo Túlio Queiroz, vai depender exclusivamente do desempenho de trabalhos internos.

Nesse aspecto, foi destacado, por exemplo, o investimento em novas coleções de roupas para atrair o consumidor e em um novo formato de lojas que põe o produto como protagonista e segue uma linha mais “minimalista”. O formato, segundo Flávio Rocha, tem se mostrado “bastante eficiente em termos de investimento”.

Além disso, a rede registrou um crescimento de  26% em produtividade nos últimos dois anos – indicador que considera o número de colaboradores por área de vendas – e ressaltou, ainda, que 2015 foi um ano de reestruturação do departamento comercial e mudanças em relação à gestão de estoques. Para 2016, a companhia prevê a migração gradual para um novo centro de distribuição em Guarulhos (SP).

Túlio Queiroz avaliou, na teleconferência, que “o cenário não está fácil de jeito nenhum”. “Não vamos contar com ventos a favor”, frisou ele, sobre 2016. “E com o macroeconômico a gente não vai poder contar em nada. Pelo contrário, ele vai atrapalhar o máximo possível”.

Números

27,1% Foi a queda no lucro líquido da companhia no ano passado.

0,5% Foi a queda nas vendas em lojas Riachuelo abertas há mais de um ano.

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