Gutson tinha meta de captar até R$ 20 mil por mês

Publicação: 2018-12-11 00:00:00 | Comentários: 0
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Condenado por desvios no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Gutson Reinaldo, prestou depoimento na tarde desta segunda-feira (10), na justiça estadual. O ex-diretor do Idema é acusado, na Dama de Espadas, de participar do esquema de desvios na ALRN. Gutson contou que mensalmente, tinha a meta de captar de R$ 16 mil a R$ 20 mil com pessoas que constavam na folha, mas que não davam expediente. O dinheiro era entregue a Rita das Mercês e eram entregues a “agentes políticos”.

Os fatos, segundo Gutson, ocorreram antes de ser indicado ao Idema, onde começou a trabalhar em 2011. “Ricardo Motta fez um convite através de Rita para eu ficar lá em substituição a Marcelo Toscano”, disse Gutson. Após a deflagração da operação Candeeiro, agosto de 2015, ficou preso no Quartel da Polícia Militar, onde relatou perante o juiz Ivanaldo Bezerra, ter recebido propostas de compra de silêncio.

A primeira proposta, segundo Gutson Reinaldo, foi feito por uma pessoa  em nome do deputado Ricardo Motta. A segunda proposta teria sido feita, segundo Gutson, por Adelson Freitas dos Reis, “que estava representando Robinson Faria. Ele mandou eu ficar calado, porque resolveria meu problema (com a justiça”, contou. O ex-diretor do IDEMA disse à Tribuna do Norte que nenhumas das propostas foram aceitas. “Eu não estaria nem aqui se tivesse aceitado”, frisou.

Gutsou reclamou da condição de vida que leva após a deflagração da Operação Candeeiro. “Eu mudo de endereço de 10 em 10 dias por medo de morrer. Mexi com forças políticas poderosas nesse estado, hoje quem me protege é Deus”, alegou Gutson à Tribuna do Norte. 

Gutson ocupou, além do cargo de assessor parlamentar na ALRN, cargos no Tribunal de Contas do RN, na Prefeitura Municipal de Mossoró e no Idema graças a indicação e os contatos políticos/pessoais da mãe. Advogado, ele também integrava o quadro do escritório R&R Advogacia que teve papel fundamental na orientação dos esquemas e foi cenário para reuniões e decisões relativas ao esquema na ALRN. Funcionários do escritório, segundo Gutson e Rita, recebiam pela Assembleia. Era no escritório, muito freqüentado por políticos, que as folhas paralelas dos servidores fantasmas eram confeccionadas.



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