Henrique nega que tenha favorecido ex-assessor

Publicação: 2013-01-16 00:00:00
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Porto Alegre (AE) - Candidato favorito para assumir a presidência da Câmara, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) negou ontem que tenha favorecido o ex-assessor Aluizio Dutra de Almeida. Henrique Eduardo afirmou também não ter a responsabilidade de fiscalizar como são feitas as licitações e convênios para a destinação dos recursos públicos.
Henrique Eduardo tem reunido parlamentares para discutir a sucessão na Câmara dos Deputados
“Ele [o ex-assessor] não recebeu recursos públicos”, afirmou. O jornal Folha de S. Paulo revelou que Almeida é sócio da Bonacci Engenharia e Comércio Ltda, empresa que recebeu dinheiro público de emendas parlamentares do deputado e de projetos do governo federal. Na segunda-feira (14), após a denúncia, o ex-assessor deixou o cargo. Sobre a exoneração, Henrique Alves disse que ele saiu para “não criar embaraço político”. Para o deputado peemedebista, a fiscalização do destino dos recursos aprovados por emendas parlamentares é atribuição do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União.

“Eu sou um lutador árduo por emendas, por convênios para o município que é pobre, para o Estado que é pequeno, do Nordeste brasileiro”, disse, referindo-se ao Rio Grande do Norte, pelo qual é eleito, e também a prefeituras do Estado. “Esse é o trabalho que eu faço. A partir daí, a partir da hora que isso é obtido, quem cuida são os gestores públicos, órgãos de fiscalização”, completou.

O deputado disse que Almeida, que foi seu assessor nos últimos 13 anos, é apenas cotista da Bonacci Engenharia e Comércio Ltda. Ele teria se afastado da gestão da empresa, ao ter sido aprovado em um concurso público em 1986, cumprindo exigência legal para assumir o cargo. “Em 1986, ele se desligou da empresa e passou a manter apenas cotas que são seu patrimônio, da sua família. Ele continuou, mas sem nenhuma gerência executiva na empresa desde 1986”, disse o deputado.

Henrique Alves invocou seu histórico parlamentar para refutar as acusações. “Quem tem 42 anos de Parlamento, 11 mandatos, o que for para ser esclarecido, será. O que for para ser dito, será. O que for para ser corrigido, será. Só que, neste caso, está sendo claramente dito qual é o meu papel, qual é a minha tarefa que continuarei a fazer”, afirmou o deputado, insistindo que, como parlamentar, deve continuar lutando pela liberação de verbas parlamentares para municípios de seu Estado.

O deputado federal esteve ontem reunido com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), na primeira de uma série de viagens em busca de apoio político para sua candidatura à Câmara dos Deputados. No roteiro, estão mais 12 Estados. Ele também almoçou com parlamentares gaúchos de todas as legendas em busca de apoio político.

Deputado do PMDB afirma que respeita critérios da CEF

Curitiba (AE) - O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) negou que tivesse usado prestígio político para “forçar” um patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF) no valor de R$ 3 milhões para os clubes ABC e América, ambos de Natal (RN). Durante sua visita ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), ontem, o parlamentar, que disputa a presidência da Câmara dos Deputados, considerou normal o pedido ao presidente da CEF, Jorge Hereda. “Eu respeito os critérios da Caixa, mas também tento levar mais incentivo para o esporte em nosso Estado, o que é legítimo. O futebol tem um grande apelo e inclusive outros clubes já vieram conversar comigo”, disse.

Henrique Eduardo estava acompanhado do deputado federal e secretário nacional de Comunicação do PT, André Vargas (PT-PR), que disputa como vice.

O encontro de Alves com Richa teve a participação da bancada peemedebista do Paraná, além de outros políticos de diversos partidos, incluindo o PEN, o DEM e o PP. “O que tenho a certeza absoluta é o apoio de todos os cinco parlamentares do PMDB”, disse o deputado federal Osmar Serraglio, presidente estadual da legenda. Já o governador Beto Richa (PSDB) contemporizou e disse que a reunião não era política, mas aproveitou para alfinetar o senador Roberto Requião (PMDB), que recentemente votou contra a liberação de um empréstimo de US$ 350 milhões para o Paraná.