Herói da resistência

Publicação: 2019-08-25 00:00:00 | Comentários: 0
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Alex Medeiros
alexmedeiros1959@gmail.com

Nenhuma atividade humana se assemelha mais às narrativas das mitologias antigas do que a disputa esportiva. Não à toa as Olimpíadas são um legado dos povos que cultuaram deuses e heróis mitificados no passado distante.

E de todos os esportes, nenhum construiu mais mitos, heróis, vilões, batalhas, vitórias e derrotas ricas de valores históricos, culturais, sociais e políticos do que o futebol. Desde meados do século 19, o esporte bretão se universalizou.

Em 1939, quando os exércitos de Hitler varreram a Europa, milhares de clubes de futebol suspenderam suas atividades e viram seus jogadores convocados para o jogo sujo da guerra. Grandes craques morreram, fugiram, lutaram.

Logo depois das tropas nazistas invadirem e anexarem a Áustria, em março de 1938, uma reunião de Hitler com Mussolini (Itália), Chamberlain (Inglaterra) e Daladier (França) decidiu a ocupação alemã da Tchecoslováquia em 1939.

Na cidade de Terezin, a 64 quilômetros de Praga, as tropas da SS montaram um campo de concentração onde até 1944 passaram mais de 160 mil judeus, com 35 mil mortos, 88 mil exterminados noutros campos e 4 mil sobreviventes.

Foi ali, que numa iniciativa desesperada de superar o terror, vencer o medo, as doenças e a fome, alguns prisioneiros criaram a única liga de futebol com atividade em todo o velho continente. E felizmente aceita pelos carrascos.

Os times foram formados de acordo com as profissões e os setores delimitados nos galpões de presos. Jogavam padeiros contra intelectuais, açougueiros contra horticultores, armazém de roupas contra conselheiros das crianças.

Aliás, as crianças e adolescentes cuidavam de anotar os gols, pontuação e classificação dos torneios. Naquele ambiente de morte e miséria, uma única liga de futebol dava sinais de vida na Europa: a perseverante Liga de Terezin.

Bem antes da guerra, o tcheco Pavel Mahrer era um dos bons talentos do país, integrante da seleção nacional nas Olimpíadas de 1924, destaque na vitória por 5 x 2 diante da Turquia, no empate em 1 x 1 e derrota de 0 x 1 com a Suíça.

E foi a própria Alemanha que percebeu seu estilo, tendo o clube Hertha Berlim contratado seus préstimos. Após tornar-se um dos ídolos da capital alemã, viajou para desbravar o futebol nos EUA, quarenta anos antes do Rei Pelé.

Mahrer atuou por alguns times americanos, os pioneiros do soccer na terra do baseball, e antes de estourar a Segunda Guerra Mundial retornou à Europa, e pouco tempo após ir residir em Terezin, foi um dos presos pelos alemães.

No gueto em que se transformou sua pequena cidade, ele acabou sendo um dos jogadores a dar um pouco de vida aos perseguidos por Hitler. Já tinha mais de 40 anos, mas o talento ainda suficiente para provocar boas emoções.

Jogava para deixar todos ligados à vida e também para se manter de pé, o salário da Liga Terezin era um surto de piedade dos nazistas, Pavel Mahrer recebia pão, um pedaço de carne, um prato de sopa, um surrado cobertor.

A cada jogo, a ausência de algum companheiro, levado ao mesmo destino de tantos, nos campos de extermínio do nazismo. Mas sobreviveu à guerra, voltou aos EUA, reconstruiu a vida, viu Pelé e o Cosmos na TV, e morreu em 1985.

Três das grandes alegrias foi quando viu sua Tchecoslováquia vice-campeã do mundo em 1962, campeã da Eurocopa contra a Alemanha em 1976 e campeã das Olimpíadas de 1980 na União Soviética, o invasor da Primavera de Praga.

Pautando a política
O jornal impresso é o meio mais utilizado pelos políticos brasileiros para o acesso ao noticiário. É o que aponta pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANBB) e pelo DataPoder360.

Preferência
Segundo a pesquisa, os jornais são preferidos por 24% dos políticos entrevistados. A segunda posição é da televisão (17%), em terceiro os portais de internet (16%) e em quarto lugar na preferência estão as redes sociais.

As redes
Quase a totalidade dos políticos (98%) disse utilizar as redes sociais no contato com o eleitorado. A preferência deles pelas mídias digitais dá um empate entre Facebook e Instagram, ambos com 31%. O Twitter tem 27% e o YouTube 10%.

A pesquisa
Foi realizada entre os dias 3 e 27 de junho com 297 entrevistas com congressistas de todos os partidos políticos, sendo 40 senadores e 257 deputados. O critério de seleção foi proporcional à presença no Congresso.

Love baby
Dia desses, um respeitável e atarefado homem de negócios cancelou a agenda por um dia inteiro e deu plantão no Google, pesquisando o real significado do termo “sugar daddy”, usado por uma jovenzinha que invadiu seu coração.

Tragédia
Pouco mais de 2 meses do assassinato do menino Rhuan, 9 anos, degolado e esquartejado pela mãe e sua namorada no DF, outra barbárie na Louisiana, com um bebê incendiado pela dupla Hanna Baker, 23, e Felícia Smith, 26.

Coleção
A revista esportiva italiana Líbero acaba de lançar uma caixa com 30 edições e trazendo como brinde um bonequinho do jogo de mesa “subbuteo” com a figura do brasileiro Sócrates pintada à mão pelo artista holandês Florent Dumont.





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