Hering finda atividades no RN após 20 anos

Publicação: 2020-09-22 00:00:00
A Companhia Hering deverá encerrar suas atividades no Rio Grande do Norte ainda neste ano. A empresa se instalou no Estado em 2000, produzindo aproximadamente 180 mil peças/mês nas linhas de jeans e tecido plano. Desde o início do ano, a empresa, que tinha 1.500 colaboradores diretos e cerca de 50 facções terceirizadas, vem enxugando seu quadro e até outubro deverá rescindir os contratos com os últimos 150 colaboradores.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado, disse que o Governo do Estado já tentou incentivar a empresa a permanecer atuando localmente, mas a decisão é da companhia. “Não se trata de falta de esforço do Governo. Tenos feito tratativas mas não tem adiantado porque se trata de um problema interno da própria companhia em encerrar as atividades. A prova é que, com incentivos, o grupo Guararapes, do mesmo setor, não só permanece como vai abrir mais empregos", ressaltou.

A Federação das Indústrias do Estado (FIERN) se pronunciou por meio de nota esclarecendo que buscou, no início do segundo semestre, a direção da empresa e o Governo do Estado, por meio da SEDEC, no intuito de evitar os distratos com as oficinas de costura e construir soluções.

A Federação confirmou que houve apoio dela e do Governo para a permanência das atividades de produção no Rio Grande do Norte, mas não foi possível a intervenção. “Lamentavelmente, a diretoria da HERING noticiou os prejuízos que já vinham ocorrendo agravados, significativamente, pelo fechamento das lojas – em todo o Brasil – em razão da pandemia de Covid-19, considerando que a maioria estava localizada em ambientes de shopping centers. Quem decide, de fato, o tamanho da produção de qualquer empresa é o mercado. Não é possível uma intervenção. O que era possível foi feito: a FIERN procurou a empresa, fez o apelo, apresentou meios para apoiá-la. Aliás, assim tem sido feito em relação a todas as empresas que se interessam pelo Rio Grande do Norte", diz a nota.

Para amparar as facções de costura, a FIERN diz que, com o SENAI, está apoiando as oficinas de costura na prospecção de novos clientes, particularmente, empresas pernambucanas e cearenses que estão em tratativas para compra de serviços no interior potiguar.

















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