Histórias de Uber. Quem não tem uma para contar?

Publicação: 2019-07-21 00:00:00 | Comentários: 0
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A experiência de viajar no serviço de transporte por aplicativo pode render divertidas, ou não, conversas entre amigos. Algumas viagens  podem ser dramáticas ou  hilárias. A TRIBUNA DO NORTE desde abril utiliza o app como meio de transporte para seus repórteres que nesta matéria contam algumas causos e vivências de oito profissionais. É a primeira experiência de reportagem colaborativa da TN, que envolveu a participação de sete pessoas, entre repórteres e profissionais de imagem.

Quase três anos depois de começar a atuação em Natal, os motoristas por aplicativo tiveram a atividade regulamentada em Natal, onde atuam mais de 6 mil profissionais
Quase três anos depois de começar a atuação em Natal, os motoristas por aplicativo tiveram a atividade regulamentada em Natal, onde atuam mais de 6 mil profissionais

Assim como Gillette passou a ser sinônimo de lâmina de barbear, a marca Uber virou sinônimo de motorista por aplicativo. Motoristas de Uber muitas vezes são “alugados” ou “alugadas” por passageiros para ouvir seus dramas pessoais, familiares ou profissionais. Riem, choram, gritam, cantam, vomitam nos carros. Isso mesmo. Nem tudo são flores e eles ou elas também são vítimas de assaltos, da violência nas ruas de Natal.

No Brasil, em agosto de 2014 no Rio de Janeiro, e no mundo, a multinacional americana Uber Technologies Inc, prestadora de serviços eletrônicos na área de transporte privado urbano revolucionou o setor de prestação de serviço móvel sobre quatro rodas. Fundada em 2009 começou a operar em 2010.  Entrou na concorrência do mercado que há séculos era dominado pelos táxis.

Em Natal, o app Uber chegou em agosto de 2016 sob protestos. Muitos motoristas do aplicativo acusaram taxistas de violência por invadirem seu espaço. Hoje, Uber e taxistas parecem conviver em harmonia, mas não perfeita.

Vale lembrar que a plataforma chegou em plena crise econômica ao país que tem mais de 13 milhões de desempregados. Empresários e profissionais liberais que faliram ou foram demitidos por causa das mazelas financeiras encontraram no app um “meio de vida”. Outros, um complemento de renda.

A Uber movimenta a economia, principalmente, o mercado de automóveis com 11 mil motoristas cadastrados na cidade sendo 6 mil trabalhando diariamente. Não são raros os casos de pessoas que compraram ou alugaram um carro para rodar   por aplicativo. Tem até sindicato. O diretor do Sindicato dos Motoristas Autônomos por Aplicativos (Sintat/RN), Wendell Xavier, informa que em Natal, 60% dos motoristas do segmento trabalham com veículo próprio e 40%, com alugado.

Em tempo de gasolina cara, o combustível usado por 70% dos motoristas é o gás natural veicular (GNV). A atividade ainda é machista e apenas 20% são mulheres de acordo com os dados do Sindicato, e a idade dos motoristas homens gira em torno de 21/22 anos até os 60 - poucos motoristas estão acima dessa faixa etária.

Quase três anos depois de atuação na cidade, os motoristas por aplicativo tiveram a atividade regulamentada. A Câmara Municipal de Natal aprovou a regulamentação dia 11 de junho de 2019 com regras para o cadastro e atendimentos a passageiros. Em Parnamirim, Região Metropolitana de Natal, a Câmara Municipal aprovou projeto de lei que proíbe o funcionamento do aplicativo.

“Para conseguir faturar entre R$ 1 mil e R$ 1.200,00 por semana tem que se trabalhar bastantes. Antigamente era melhor. Hoje, está mais dificultoso pela quantidade de motoristas circulado”, frisou Wendell Xavier.

Confira a videorreportagem abaixo:




Números


11 mil motoristas cadastrados em Natal

6 mil trabalhando diariamente

60% dos motoristas trabalham com carro próprio

40%
dos motoristas circulam com veículo alugado

70% circula em veículos com gás natural (GNV)

20%
dos profissionais que atuam em aplicativos são mulheres

10 anos é a média de idade dos carros em Natal

22 a 65 anos é a faixa etária dos motoristas

Fonte: Sindicato dos motoristas de aplicativos do RN







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